Notas

Muitas novidades e presença de chefes consagrados em Santarém

Rodrigo Castelo, o “embaixador” escolhido pela organização para fazer pela primeira vez a curadoria do evento, reconhece que de início houve um certo “choque” quando foram anunciados os nomes que iam estar presentes na 41ª edição do Festival Nacional de Gastronomia de Santarém, que começa já nesta sexta-feira e se prolonga até dia 1 de Novembro, mas garante ao Mesa Marcada que “agora as pessoas já estão a perceber que faz sentido”. De facto, não se costuma associar este festival, que geralmente aposta na representação das cozinhas regionais de todo o país, a vertentes mais ligadas à modernidade interpretadas por chefes criativos. Mas a verdade é que no extenso programa deparamos com nomes como Ana Moura, Bertílio Gomes, Cláudio Pontes, Hugo Nascimento, Júlio Pereira, Justa Nobre, Louis Anjos, Lucas Azevedo, Luís Gaspar, Michele Marques, Miguel Laffan, Noélia Jerónimo, Ricardo Nogueira “Mugasa”, Vasco Coelho Santos ou Vítor Adão, num total de 24 chefes que se irão revezar, de dois em dois dias, numa zona de “Petiscos”, com uma oferta cujos preços vão de 1 a 6 euros. E ainda chefes como Diogo Rocha (Mesa de Lemos, uma estrela Michelin, dia 27 de Outubro), Henrique Sá Pessoa (Alma, duas estrelas Michelin, dia 28) e João Oliveira (Vista, uma estrela Michelin, dia 31), que se juntam a Rodrigo Castelo (Ó Balcão, dia 21) para uma série de “Banquetes” na Casa do Campino, onde também estarão presentes cinco restaurantes scalabitanos: Amassa, Digusto, KOOK, 2 Petiscos e Oh! Vargas.

“Quis que o festival fosse inclusivo, que continuasse a representar todo o país, sem perder o seu carácter, onde o público habitual continuasse a encontrar o que tanto gosta”, explica o “filho da terra” Rodrigo Castelo, que se tem dedicado a promover os produtos ribatejanos no seu restaurante Ó Balcão, no centro de Santarém. Assim, no espaço da Cavalariça, estarão oito restaurantes de diferentes regiões portuguesas, onde a única novidade é o Aleluia, da Nazaré, representando a Região Oeste, sendo os restantes o Do Dia pra Noite (Madeira), José do Rego (Açores), Torres (Braga), Académico (Bragança), Tentações da Montanha (Porto), Costa (Vila Real) e Lampião de Évora (Alentejo). E ainda muito destaque para a parte de bebidas, com o conhecido escanção Rodolfo Tristão a cuidar da parte dos vinhos na Garrafeira, com exemplares de todo o país, e o bartender Wilson Pires dos destilados.

Rodrigo Castelo faz pela primeira vez a curadoria do evento

Mas há muito mais para ver e provar para quem for visitar o Festival, organizado pela Câmara Municipal de Santarém, com um Espaço Confagri, na praça central da Casa do Campino, com dezenas de produtores portugueses, onde também vão decorrer apresentações de cozinha e debates, espaços dedicados à doçaria (34 expositores) e à padaria, concursos, ranchos folclóricos, artesanato, etc. Rodrigo Castelo está entusiasmado com esta sua primeira participação neste tradicional evento. “Acho que vai ser muito interessante para toda a gente que aprecia a nossa gastronomia. É verdade que estamos em Santarém, mas continua a ser um festival realmente nacional, onde está Portugal inteiro representado”, conclui.

Local: Casa do Campino, Santarém

Horários

21 a 31 de outubro: 12h00 – 24h00

1 de novembro: 12h00 – 18h30

Preços

Segunda-feira a sexta-feira até às 18h00: entrada gratuita. A partir das 18h00: 2,5€


Entrada livre até aos 17 anos (inclusive)

Sábados, domingos e feriados: 2,5€

Bilheteira – das 11h45 às 23h00

Site

http://www.festivalnacionaldegastronomia.pt/

Redes sociais

https://www.facebook.com/FestivalNacionalGastronomia

https://www.instagram.com/festival.nacional.gastronomia

Fotografias: José Freitas (abertura) e Mário Cerdeira (Rodrigo Castelo)

Nasceu em Lisboa em 1963. Licenciou-se em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa e trabalhou em diversos jornais (Semanário, Diário Popular e Diário de Lisboa) e, depois, na área de comunicação empresarial. Em 1997, começou a colaborar com a revista “Fortuna” na área de gastronomia e vinhos. Em 1999, criou a página “Boa Vida” para o “Diário de Notícias”, que coordenou até Janeiro de 2009, com algumas interrupções. Entre 2007 e 2019, foi coordenador do Projecto Gastronomia da Associação de Turismo de Lisboa e, nesse âmbito, director do festival gastronómico Peixe em Lisboa, continuando a escrever artigos sobre gastronomia e restaurantes em várias publicações.

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