Foram dez anos de um ciclo que vai terminar em finais de Outubro com o fecho da casa. Em declarações ao Mesa Marcada, Hugo Brito, o chefe e responsável pelo pequeno restaurante em Alfama que foi um dos precursores do estilo bistronomie em Lisboa, diz que o Boi-Cavalo “já não me estava a fazer feliz”. Ele considera que, hoje em dia, é difícil encontrar espaço para um restaurante independente como o Boi-Cavalo, sem traduzir nos preços o aumento de custos dos últimos anos. Ao mesmo tempo, acha que os clientes portugueses perderam poder de compra com os juros elevados e a inflação e os turistas ou “vêm ver as vistas e gastar o mínimo possível” ou, os mais endinheirados, procuram outras experiências, que muitas vezes encontram fora da cidade, na Comporta ou em Melides. “Aquele cliente cosmopolita e informado, português ou estrangeiro, que nos procurava parece que desapareceu da cidade”, sublinha.
Hugo Brito abriu há dez anos este pequeno restaurante em Alfama
Quanto ao futuro, Hugo Brito, de 50 anos de idade, ainda não quer revelar nada de concreto. Mas, mais do que o dinheiro, interessam-lhe sobretudo projectos que o façam cozinhar com criatividade e entusiasmo. “Uma coisa é certa”, afirma, “durante uns tempos não vou ser patrão de mim mesmo. Esse lado empresarial, as reuniões com contabilistas, etc, foi das coisas que mais me desgastou”, explica. E, neste encerramento de ciclo, orgulha-se de o Boi-Cavalo acabar “nos mesmos termos em que sempre existiu, sem cedências, sem menus turísticos e coisas no género. Em vez de definhar lentamente, prefiro partir para outra fase”, conclui.
Foram dez anos de um ciclo que vai terminar em finais de Outubro com o fecho da casa. Em declarações ao Mesa Marcada, Hugo Brito, o chefe e responsável pelo pequeno restaurante em Alfama que foi um dos precursores do estilo bistronomie em Lisboa, diz que o Boi-Cavalo “já não me estava a fazer feliz”. Ele considera que, hoje em dia, é difícil encontrar espaço para um restaurante independente como o Boi-Cavalo, sem traduzir nos preços o aumento de custos dos últimos anos. Ao mesmo tempo, acha que os clientes portugueses perderam poder de compra com os juros elevados e a inflação e os turistas ou “vêm ver as vistas e gastar o mínimo possível” ou, os mais endinheirados, procuram outras experiências, que muitas vezes encontram fora da cidade, na Comporta ou em Melides. “Aquele cliente cosmopolita e informado, português ou estrangeiro, que nos procurava parece que desapareceu da cidade”, sublinha.
Quanto ao futuro, Hugo Brito, de 50 anos de idade, ainda não quer revelar nada de concreto. Mas, mais do que o dinheiro, interessam-lhe sobretudo projectos que o façam cozinhar com criatividade e entusiasmo. “Uma coisa é certa”, afirma, “durante uns tempos não vou ser patrão de mim mesmo. Esse lado empresarial, as reuniões com contabilistas, etc, foi das coisas que mais me desgastou”, explica. E, neste encerramento de ciclo, orgulha-se de o Boi-Cavalo acabar “nos mesmos termos em que sempre existiu, sem cedências, sem menus turísticos e coisas no género. Em vez de definhar lentamente, prefiro partir para outra fase”, conclui.
Partilhar:
Like this:
Descubra mais no Mesa Marcada
Subscreva para receber os artigos mais recentes por email.