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Os vinhos da menina de Uva

Aline Domingues, uma jovem bióloga investigadora em leveduras larga o trabalho em Paris, onde nasceu, e vai viver na terra dos seus pais para fazer vinho numa aldeia do Portugal profundo desertificado, no Nordeste de Trás-os-Montes.

Podia ser só uma cantada, da menina que regressa a uma aldeia chamada Uva para fazer vinho através de processos artesanais, da forma mais natural possível, a partir de vinhas velhas autóctones semi-abandonadas mas não, os vinhos têm vida, são deliciosos, descomprometidos, digestos, pouco alcoólicos e elegantes.

O Ciste, um tinto de maceração carbónica, é um glu glu de mandar a garrafa abaixo em pouco tempo e pedir por mais, o Palomba é mais discreto e elegante, mas bebe-se com igual prazer, e o Liquen (branco), bom, este vou guardar porque dizem que fui muito apressado a beber a colheita anterior e a classificá-lo de pouco expressivo (diz quem guardou que está um belo vinho). Hip hip hurra ao Planalto Mirandês e à @meninaduva. Pelo resultado final, mas também, pela determinação e trabalho árduo no resgate contínuo de um património de vinhas antigas.

Os vinhos Menina d’Uva são distribuídos pelos Os Goliardos e podem ser adquiridos em lugares como a @ComidaIndependente.

Fotos: Instagram de Nosvamosdevinos.com (entrada), migpires (garrafas) e meninaduva (restantes)

Esta secção é composta por posts publicados (ou adaptados de publicações) na conta do Instagram do autor (@migpires), ou na do Mesa Marcada (@mesamarcada_oficial) e poderão conter imagens devidamente assinaladas de outras fontes.

Co-autor do Mesa Marcada. Escreve sobre gastronomia no Público, Revista de Vinhos (crítica gastronómica) e em títulos internacionais como Cook Inc (Itália), Eater.com (EUA) e Gula (Brasil). É autor do livro “Lisboa à Mesa - Guia onde Comer. Onde Comprar”, com edições em português, inglês e espanhol (na Planeta).

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