Notas

Festa do Arroz amanhã n’A Praça com nova variedade portuguesa como protagonista

A ideia é contribuir para que passemos a olhar para o arroz como se olha para um vinho, um azeite, um queijo, percebendo as grandes diferenças que podem existir consoante a variedade utilizada. Quem o diz é o jornalista gastronómico Edgardo Pacheco, que amanhã, sábado, pelas 16h30, vai dinamizar uma conversa sobre o tema com três outros especialistas, tendo como protagonista o arroz carolino da nova variedade Caravela, a primeira a ser desenvolvida em Portugal nos últimos 30 anos. O local é A Praça, no Hub Criativo do Beato (Trav. do Grilo, 1, Lisboa), que vai realizar das 12h às 22h uma Festa do Arroz, com entrada livre, em que participam cinco chefes que apresentarão exclusivamente pratos de arroz a preços que variam entre os quatro e os sete euros. Bertílio Gomes, (Taberna Albricoque, Lisboa), Glediston Santos (da própria A Praça), José Maria Lino (um chefe que trabalha na zona de Benavente), Kiko Martins (O Talho, A Cevicheria, O Boteco, Las Dos Manos, entre outros restaurantes em Lisboa) e Lucas Azevedo (Ryoshi, Lisboa) são os participantes.

Os pratos a apresentar são arroz de lingueirão, com o arroz médio da variedade Guadiagran, da Cigala (Bertílio Gomes); arroz de costela mendinha com carolino Ronaldo vaporizado, da Caçarola (Glediston Santos); arroz doce com carolino Aríete, da Bom Sucesso e Pato Real (José Maria Lino); arroz de cogumelos com avelã e queijo São Jorge, com arroz Caravela, da Novarroz/Lusosem (Kiko Martins) e onigiri com enguia fumada, com arroz Guadiamar, da DACSA Atlantic (Lucas Azevedo).

Sobre a conversa que vai decorrer e sobre o Caravela, Edgardo Pacheco adiantou ao Mesa Marcada que o novo arroz demorou 14 anos a ser preparado – 12 anos de desenvolvimento genético e dois anos para registo de propriedade. “As pessoas não sabem que quando compram arroz português estão a pagar royalties aos italianos que detêm os direitos internacionais das sementes”, explica. Algo que considera absurdo num país que é dos maiores consumidores per capita do mundo ocidental e cuja tradição de cultivo remonta aos tempos do rei D. Dinis. Daí a importância do Caravela, que está a ser plantado em três das principais zonas portuguesas, marcadas pela presença dos rios Sado, Tejo e Mondego. Na foto de abertura, pode-se ver um desses campos de cultivo. A Sonae comprou os direitos comerciais do Caravela durante o período de dois anos e, por isso, deverá ser fácil encontra-lo à venda na rede de super e hipermercados Continente. Boas notícias, portanto, para apreciadores como o chefe Bertílio Gomes, um dos participantes da Festa do Arroz de amanhã: “Este evento caiu-me como uma luva, acho temos que dar mais importância aos nossos arrozes. Além disso, fazer bem arroz não é tão fácil como possa parecer. É mesmo uma das melhores maneiras de ver quem sabe ou não cozinhar”, conclui.


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