47 restaurantes para todos os gostos no Algarve – 3ª parte: de Faro a Alcoutim
3ª parte do Guia de restaurantes no Algarve para este Verão de 2025. Desta vez com 16 paragens recomendadas entre Faro e Alcoutim, da Ria Formosa à serra algarvia.
Há quem diga que é o lado certo do Algarve, como se fosse possível escolher só uma zona a sul. É, talvez, o Algarve mais tranquilo, com praias de longos areais menos concorridas e igualmente bonitas. De Faro a Vila Real de Santo António, a Ria Formosa é a maior fonte de boa matéria-prima. Rumando mais para dentro, revela-se também a cozinha da serra. Por aqui, há restaurantes estrelados, tascas e marisqueiras, além de chefs jovens com vontade de fazer diferente.
Nesta guia de restaurantes no Algarve, para este Verão de 2025, dividimos as propostas em três zonas para facilitar a navegação: os já publicados de Odeceixe a Lagos e de Portimão a Loulé, e, agora, esta 3ª parte, de Faro a Alcoutim
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Este guia tem o apoio da Dish Pay Now, solução de pagamento da Makro, parceira de referência para milhares de profissionais da restauração em Portugal
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ATO, Faro
No ATO, a identidade de Sean Marsh está bem vincada na forma como trabalha o produto, mas também no equilíbrio entre a despretensão do serviço e do espaço e a exigência que aplica na cozinha, mostrando saber bem o que está a fazer. Com escola feita em restaurantes como o Mugaritz , no País Basco, e o St. JOHN, em Londres, foi em Faro, onde já tinha vivido há uns anos, que o americano decidiu fixar-se. Neste seu pequeno bistrô, instalado numa antiga marisqueira, a carta é curta e muda quando tem que mudar, ou não rejeitasse o chef também essa pressão. Trabalha só com pequenos produtores e embarcações pequenas. Gosta de ir ao mercado logo cedo. Tem um olho atento à região e procura seguir uma lógica de zero desperdício.
Foi em Faro, de onde é natural, que Rui Sequeira decidiu aventurar-se a solo, depois de seis anos no Ocean, onde começou como estagiário e acabou como subchefe. Em 2018, abriu o Alameda, onde põe a alta cozinha ao serviço dos sabores e da tradição do Algarve, com um menu de degustação (115 €/oito momentos) em que cada prato conta uma lenda da região. Há técnica, há precisão e há vontade de mostrar um território com os olhos de quem ali cresceu. O sucesso do Alameda levou-o, já durante a pandemia, a abrir o Monky, um asiático mais descontraído, também em Faro.
Preço: €€€€-€€€€€
Rua da Polícia da Segurança Pública 10, Faro. Tel: 289 824 831. Qui-Sáb 19h00-00h00, Dom 13h00-15h00/19h00-00h00, Seg 19h00-00h00
CHECKin by Leonel Pereira, Faro
Depois do encerramento do São Gabriel, onde manteve uma estrela Michelin durante vários anos, Leonel Pereira regressou às origens e instalou-se em Faro com o CHECKin onde propõe uma viagem (daí o nome) pela sua carreira com alguns dos seus pratos mais clássicos a destacaram-se na carta, dividida em secções como “Check-in”, “Cozinhados no Tacho”, “Momentos Especiais” e “Check-out”. Respeitando o produto e o receituário, o chef continua a explorar o lado mais experimental da cozinha. No ano em que abriu, 2020, conquistou o Bib Gourmand, entretanto figura no Guia Michelin como restaurante recomendado.
Preço: €€€
Rua do Castelo 7 e 8, Faro. Tel: 968 070 776. Seg-Sáb 19h00-23h00
O Primo dos Caracóis, Moncarapacho
Foto: Rebecca Romeiro
Na N125, a menos de dez minutos do centro de Olhão, o Primo dos Caracóis, um restaurante de beira de estrada aparentemente igual a todos os outros, é paragem obrigatória para quem gosta de bons petiscos de Verão. O nome não engana: os caracóis são a estrela da casa. Mas há mais: conquilhas, amêijoas, sapateira, camarão, lulas, além de bons pratos de tacho como o arroz de marisco, o arroz de lingueirão ou o xerém com amêijoas. O menu anuncia-se em grande na parede. O serviço é eficiente, embora um pouco frio, e o estacionamento pode ser um desafio, mas o que se come faz esquecer o resto.
Às vezes, um selo de qualidade pode ser apenas uma esplanada com cadeiras de plástico à antiga, uma montra generosa de peixe fresco e alguém que saiba o que está a fazer ao lume. No Café dos Mestres, no Largo 1.º de Maio, em cima da Ria Formosa, a esplanada podia ser a grande mais-valia, mas é impossível ignorar o que acontece na grelha. A barriga de atum a um preço imbatível é já um clássico da casa, mas também se servem boas sardinhas, carapaus, chocos, lulas, pargo ou robalo. O serviço é também ele à antiga, entre o despachado e o pragmático – não se perde tempo, mas também não falta atenção. É importante chegar cedo para garantir mesa.
Preço: 20€
Largo 1.° de Maio, Fuseta. Tel: 910 935 089. Qui-Seg 10h00-15h00/18h00-21h30
Os Fialhos, Luz de Tavira
Foto: Catarina Amorim
Escondido no fim de um caminho estreito, Os Fialhos não é o tipo de restaurante que se encontra por acaso. É antes daqueles sítios aonde se vai porque se sabe, porque o passa a palavra funciona assim há anos. O espaço é simples e a cozinha é levada a sério. Dos petiscos aos pratos de peixe, não há como não se sair feliz, com o arroz de lingueirão a ser muito elogiado. Fica mesmo colado à Ria Formosa, em Luz de Tavira, e tem uma esplanada generosa. É um clássico.
Costuma dizer-se que o bacalhau tem mil e uma receitas, mas na Casa do Polvo é o polvo, lá está, que se revela assim versátil. O facto de o restaurante ficar na capital do polvo, a vila piscatória de Santa Luzia, justifica, mas é preciso também que haja arte na cozinha. Rissóis de polvo, pataniscas de polvo, chamuças de polvo, polvo panado, polvo à galega, arroz de polvo, açorda de polvo… O difícil pode ser escolher, já que são mais de uma dezena de opções. Sem reserva é que pode ser difícil conseguir mesa.
Preço: €€
Avenida Engenheiro Duarte Pacheco 8, Santa Luzia. Tel: 281 328 527. Qua-Dom 12h00-14h45/18h30-21h45, Seg 12h00-14h45
Alcatruz, Santa Luzia
Fica em Santa Luzia, numa rua calma a dois passos da ria, e é conhecida há décadas por ser uma tasca honesta e sem cerimónias com boa comida tradicional. O polvo, estrela da zona, aparece em várias versões – em salada, em espetada, à lagareiro, em arroz. Também são imperdíveis as ovas de polvo, as bambas, as amêijoas à Bulhão Pato e o xerém. A sala pode ser apertada, mas chegando cedo há bons lugares na esplanada.
Não é possível apontar restaurantes no Algarve sem fazer a devida referência a Noélia Jerónimo e ao seu Noélia, em Cabanas de Tavira. Carismática, a chef, tantas vezes apelidada como a chef dos chefs por ser procurada habitualmente pelos seus pares, traz o Algarve na boca. É a Ria Formosa, do outro lado da estrada, que a inspira. Se as entradas são mais criativas, os principais são clássicos, como o famoso arroz de limão com corvina. A procura, já se sabe, é muita, especialmente nestes meses quentes. Aconselha-se a reserva antecipada, mas atenção que via telefone estas só podem acontecer entre as 11h00 e as 12h30.
Todos os dias, antes mesmo da Casa da Igreja abrir as portas, já há gente à espera. Ao final da tarde, a esplanada no largo da igreja, com uma vista incrível para a ria, é o ponto de encontro incontornável depois de mergulhos. O interior é pequeno, mas é na esplanada que se está realmente bem. O sucesso está na simplicidade da carta, curta e certeira, com grande destaque para as travessas de ostras fresquíssimas da ria – servidas sempre com uma a mais por dose, como manda a tradição. As amêijoas e as gambas cozidas também são apostas seguras.
Quando em 2021, o A Ver Tavira foi um dos cinco restaurantes a receber a primeira estrela Michelin, talvez muitos não lhe prestassem a devida atenção. Mas é importante lembrar que Luís Brito, sempre discreto, leva já uma longa carreira. Em plena zona histórica da cidade, junto ao Castelo, o chef olha para a região e representa-a na mesa de forma irrepreensível e sem ser o que se espera. Serve almoços e jantares, sempre com a possibilidade de menus de degustação (85€-225€) ou serviço à carta. Nas mesas na varanda come-se com vista para a cidade.
Preço: €€€€€
Largo Abu-Otmane, Calçada da Galeria 13, Tavira. Tel: 912 950 019. Ter 18h30-21h30, Qua-Sáb 12h00-14h30/18h30-21h30.
Mesa Farta, Tavira
Na sua primeira aventura a solo, mas bem acompanhado, João Viegas voltou a casa. Em Tavira, recuperou um antigo armazém e abriu o Mesa Farta, no final de 2024. Com a bagagem adquirida ao longo dos anos em passagens por cozinhas como o São Gabriel, o Atlântico (Vila Vita Parc) ou o Eleven, desenhou uma carta de partilha, com raízes locais e técnica afinada. Há pratos mais tradicionais como a massinha de peixe algarvia e propostas mais ousadas como o à Brás de salicórnias ou a cavala braseada com amêndoa e pepino.
Casa de Pasto Fernanda e Campinas, Vila Nova de Cacela
Foto: @aindatenhofome
Foto: @aindatenhofome
Escondida no interior do sotavento algarvio, a Casa de Pasto Fernanda e Campinas é um segredo bem guardado entre Tavira e Vila Nova de Cacela. Fundada por Fernanda há mais de 40 anos, continua nas mãos da família e mantém o espírito das antigas casas de pasto: doses generosas, ambiente simples e uma cozinha caseira e de conforto. A açorda de galinha é a especialidade, mas também há, por encomenda, arroz de cabidela e ensopado de javali. O espaço não podia ser mais honesto.
Preço: €-€€
Corte António Martins, EM509, Vila Nova de Cacela. Tel: 281 951 770. Qui-Seg 11h30-15h00/19h30-23h30, Ter 19h30-23h30. €
O Pescador, Vila Real de Santo António
Peixe fresco e petiscos para todas as horas, sem grandes invenções ou alarido, é a grande arma d’O Pescador, muito próximo da marina de Vila Real de Santo António, com vista para o Guadiana. A carta privilegia os clássicos do Algarve: há cataplanas, choco frito, bife de atum à algarvia e, por encomenda, um arroz de lingueirão muito competente. O ambiente é familiar e descontraído, o serviço simpático e os preços justos. Aos fins de semana, a casa costuma encher e por isso vale a pena reservar para garantir lugar.
Preço: €-€€
Avenida da República 48, Vila Real de Santo António. Tel: 281 543 473. Ter-Dom 19h00-22h00.
O Cuca, Vila Real de Santo António
O Cuca é um restaurante modesto e acolhedor no coração de Vila Real de Santo António. O peixe grelhado domina a ementa: sardinhas, douradas, sargos, robalos. Nos dias em que há, as petingas fritas têm muita saída – e a fritada mista é outra das favoritas. A cozinha é simples, focada no que chega da lota e na tradição algarvia. O espaço, pequeno, familiar e sem pretensões, convida a refeições descontraídas. E tem uma óptima esplanada.
Preço: €-€€
Rua Dr. Sousa Martins 60, Vila Real de Santo António. Tel: 281 403 370. Seg-Sáb 12h00-15h00/19h00-21h30, Dom 12h00-15h00.
A Taberna do Ramos, Alcoutim
Foto: 974marclar.
Foto: hermenegildo7220
Fica a poucos quilómetros de Alcoutim, na tranquila aldeia de Balurcos de Baixo. Despretensiosa, a Taberna do Ramos baseia a sua cozinha no receituário tradicional, com pratos generosos como o ensopado de enguias, o javali estufado, o coelho frito e as migas com porco grelhado. É um sítio para se visitar sem pressas, até porque é difícil não se sentir em casa em pouco tempo. Para terminar, o pudim de mel caseiro encerra a refeição na perfeição.
Fotos: excepto as creditadas, são de Cláudia Lima Carvalho, Miguel Pires e redes sociais e sites dos restaurantes | Foto de Abertura:
*Sobre a autora, Cláudia Lima Carvalho: licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho, iniciou o seu percurso no jornal Público, onde integrou a secção de Cultura e mais tarde assumiu funções como editora online. Passou depois pela Time Out Lisboa, onde foi editora executiva durante oito anos, com responsabilidade sobre a área de Comer & Beber. Nesse papel, acompanhou de perto a evolução da restauração em Portugal, coordenou equipas e conteúdos, e desenvolveu diversos projectos editoriais dedicados à gastronomia
Há quem diga que é o lado certo do Algarve, como se fosse possível escolher só uma zona a sul. É, talvez, o Algarve mais tranquilo, com praias de longos areais menos concorridas e igualmente bonitas. De Faro a Vila Real de Santo António, a Ria Formosa é a maior fonte de boa matéria-prima. Rumando mais para dentro, revela-se também a cozinha da serra. Por aqui, há restaurantes estrelados, tascas e marisqueiras, além de chefs jovens com vontade de fazer diferente.
Nesta guia de restaurantes no Algarve, para este Verão de 2025, dividimos as propostas em três zonas para facilitar a navegação: os já publicados de Odeceixe a Lagos e de Portimão a Loulé, e, agora, esta 3ª parte, de Faro a Alcoutim
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Este guia tem o apoio da Dish Pay Now, solução de pagamento da Makro, parceira de referência para milhares de profissionais da restauração em Portugal
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ATO, Faro
No ATO, a identidade de Sean Marsh está bem vincada na forma como trabalha o produto, mas também no equilíbrio entre a despretensão do serviço e do espaço e a exigência que aplica na cozinha, mostrando saber bem o que está a fazer. Com escola feita em restaurantes como o Mugaritz , no País Basco, e o St. JOHN, em Londres, foi em Faro, onde já tinha vivido há uns anos, que o americano decidiu fixar-se. Neste seu pequeno bistrô, instalado numa antiga marisqueira, a carta é curta e muda quando tem que mudar, ou não rejeitasse o chef também essa pressão. Trabalha só com pequenos produtores e embarcações pequenas. Gosta de ir ao mercado logo cedo. Tem um olho atento à região e procura seguir uma lógica de zero desperdício.
Preço: €€ – €€€
Rua do Albergue 16, Faro. Tel: 937 613 844. Qua-Sex 19h00-23h00. Sáb-Dom 13h00-15h00, 19h00-23h00
Alameda, Faro
Foi em Faro, de onde é natural, que Rui Sequeira decidiu aventurar-se a solo, depois de seis anos no Ocean, onde começou como estagiário e acabou como subchefe. Em 2018, abriu o Alameda, onde põe a alta cozinha ao serviço dos sabores e da tradição do Algarve, com um menu de degustação (115 €/oito momentos) em que cada prato conta uma lenda da região. Há técnica, há precisão e há vontade de mostrar um território com os olhos de quem ali cresceu. O sucesso do Alameda levou-o, já durante a pandemia, a abrir o Monky, um asiático mais descontraído, também em Faro.
Preço: €€€€-€€€€€
Rua da Polícia da Segurança Pública 10, Faro. Tel: 289 824 831. Qui-Sáb 19h00-00h00, Dom 13h00-15h00/19h00-00h00, Seg 19h00-00h00
CHECKin by Leonel Pereira, Faro
Depois do encerramento do São Gabriel, onde manteve uma estrela Michelin durante vários anos, Leonel Pereira regressou às origens e instalou-se em Faro com o CHECKin onde propõe uma viagem (daí o nome) pela sua carreira com alguns dos seus pratos mais clássicos a destacaram-se na carta, dividida em secções como “Check-in”, “Cozinhados no Tacho”, “Momentos Especiais” e “Check-out”. Respeitando o produto e o receituário, o chef continua a explorar o lado mais experimental da cozinha. No ano em que abriu, 2020, conquistou o Bib Gourmand, entretanto figura no Guia Michelin como restaurante recomendado.
Preço: €€€
Rua do Castelo 7 e 8, Faro. Tel: 968 070 776. Seg-Sáb 19h00-23h00
O Primo dos Caracóis, Moncarapacho
Na N125, a menos de dez minutos do centro de Olhão, o Primo dos Caracóis, um restaurante de beira de estrada aparentemente igual a todos os outros, é paragem obrigatória para quem gosta de bons petiscos de Verão. O nome não engana: os caracóis são a estrela da casa. Mas há mais: conquilhas, amêijoas, sapateira, camarão, lulas, além de bons pratos de tacho como o arroz de marisco, o arroz de lingueirão ou o xerém com amêijoas. O menu anuncia-se em grande na parede. O serviço é eficiente, embora um pouco frio, e o estacionamento pode ser um desafio, mas o que se come faz esquecer o resto.
Preço: €€
Estrada N125 KM27, Moncarapacho, Olhão. 289 702 662. Ter-Dom 09h00-22h30
Café dos Mestres, Fuseta
Às vezes, um selo de qualidade pode ser apenas uma esplanada com cadeiras de plástico à antiga, uma montra generosa de peixe fresco e alguém que saiba o que está a fazer ao lume. No Café dos Mestres, no Largo 1.º de Maio, em cima da Ria Formosa, a esplanada podia ser a grande mais-valia, mas é impossível ignorar o que acontece na grelha. A barriga de atum a um preço imbatível é já um clássico da casa, mas também se servem boas sardinhas, carapaus, chocos, lulas, pargo ou robalo. O serviço é também ele à antiga, entre o despachado e o pragmático – não se perde tempo, mas também não falta atenção. É importante chegar cedo para garantir mesa.
Preço: 20€
Largo 1.° de Maio, Fuseta. Tel: 910 935 089. Qui-Seg 10h00-15h00/18h00-21h30
Os Fialhos, Luz de Tavira
Escondido no fim de um caminho estreito, Os Fialhos não é o tipo de restaurante que se encontra por acaso. É antes daqueles sítios aonde se vai porque se sabe, porque o passa a palavra funciona assim há anos. O espaço é simples e a cozinha é levada a sério. Dos petiscos aos pratos de peixe, não há como não se sair feliz, com o arroz de lingueirão a ser muito elogiado. Fica mesmo colado à Ria Formosa, em Luz de Tavira, e tem uma esplanada generosa. É um clássico.
Preço: €€
EM1339 1090E, Pinheiro, Luz de Tavira. Tel: 281 961 222. Ter-Dom 12h00-15h00/19h00-22h00
Casa do Polvo Tasquinha, Santa Luzia
Costuma dizer-se que o bacalhau tem mil e uma receitas, mas na Casa do Polvo é o polvo, lá está, que se revela assim versátil. O facto de o restaurante ficar na capital do polvo, a vila piscatória de Santa Luzia, justifica, mas é preciso também que haja arte na cozinha. Rissóis de polvo, pataniscas de polvo, chamuças de polvo, polvo panado, polvo à galega, arroz de polvo, açorda de polvo… O difícil pode ser escolher, já que são mais de uma dezena de opções. Sem reserva é que pode ser difícil conseguir mesa.
Preço: €€
Avenida Engenheiro Duarte Pacheco 8, Santa Luzia. Tel: 281 328 527. Qua-Dom 12h00-14h45/18h30-21h45, Seg 12h00-14h45
Alcatruz, Santa Luzia
Fica em Santa Luzia, numa rua calma a dois passos da ria, e é conhecida há décadas por ser uma tasca honesta e sem cerimónias com boa comida tradicional. O polvo, estrela da zona, aparece em várias versões – em salada, em espetada, à lagareiro, em arroz. Também são imperdíveis as ovas de polvo, as bambas, as amêijoas à Bulhão Pato e o xerém. A sala pode ser apertada, mas chegando cedo há bons lugares na esplanada.
Preço: € – €€
Rua Capitão Jorge Ribeiro, 46, Santa Luzia. Tel: 281 381 092. Ter-Dom 12h00-15h00/19h00-22h00.
Apoio:
Noélia, Cabanas de Tavira
Não é possível apontar restaurantes no Algarve sem fazer a devida referência a Noélia Jerónimo e ao seu Noélia, em Cabanas de Tavira. Carismática, a chef, tantas vezes apelidada como a chef dos chefs por ser procurada habitualmente pelos seus pares, traz o Algarve na boca. É a Ria Formosa, do outro lado da estrada, que a inspira. Se as entradas são mais criativas, os principais são clássicos, como o famoso arroz de limão com corvina. A procura, já se sabe, é muita, especialmente nestes meses quentes. Aconselha-se a reserva antecipada, mas atenção que via telefone estas só podem acontecer entre as 11h00 e as 12h30.
Preço: €€€
Avenida Ria Formosa 2, Cabanas de Tavira. Tel: 281 370 649. Qui-Ter 12h30-15h00/19h00-22h00.
Casa da Igreja, Vila Nova de Cacela
Todos os dias, antes mesmo da Casa da Igreja abrir as portas, já há gente à espera. Ao final da tarde, a esplanada no largo da igreja, com uma vista incrível para a ria, é o ponto de encontro incontornável depois de mergulhos. O interior é pequeno, mas é na esplanada que se está realmente bem. O sucesso está na simplicidade da carta, curta e certeira, com grande destaque para as travessas de ostras fresquíssimas da ria – servidas sempre com uma a mais por dose, como manda a tradição. As amêijoas e as gambas cozidas também são apostas seguras.
Preço: €€
Rua de Cacela Velha 2, Cacela Velha. Tel: 965 891 240. Seg-Sáb 16h30-22h00.
A Ver Tavira, Tavira
Quando em 2021, o A Ver Tavira foi um dos cinco restaurantes a receber a primeira estrela Michelin, talvez muitos não lhe prestassem a devida atenção. Mas é importante lembrar que Luís Brito, sempre discreto, leva já uma longa carreira. Em plena zona histórica da cidade, junto ao Castelo, o chef olha para a região e representa-a na mesa de forma irrepreensível e sem ser o que se espera. Serve almoços e jantares, sempre com a possibilidade de menus de degustação (85€-225€) ou serviço à carta. Nas mesas na varanda come-se com vista para a cidade.
Preço: €€€€€
Largo Abu-Otmane, Calçada da Galeria 13, Tavira. Tel: 912 950 019. Ter 18h30-21h30, Qua-Sáb 12h00-14h30/18h30-21h30.
Mesa Farta, Tavira
Na sua primeira aventura a solo, mas bem acompanhado, João Viegas voltou a casa. Em Tavira, recuperou um antigo armazém e abriu o Mesa Farta, no final de 2024. Com a bagagem adquirida ao longo dos anos em passagens por cozinhas como o São Gabriel, o Atlântico (Vila Vita Parc) ou o Eleven, desenhou uma carta de partilha, com raízes locais e técnica afinada. Há pratos mais tradicionais como a massinha de peixe algarvia e propostas mais ousadas como o à Brás de salicórnias ou a cavala braseada com amêndoa e pepino.
Preço: €€€
Rua de Santo Estevão 2, Tavira. Tel: 281 416 371. Ter-Sáb 19h00-22h00.
Casa de Pasto Fernanda e Campinas, Vila Nova de Cacela
Escondida no interior do sotavento algarvio, a Casa de Pasto Fernanda e Campinas é um segredo bem guardado entre Tavira e Vila Nova de Cacela. Fundada por Fernanda há mais de 40 anos, continua nas mãos da família e mantém o espírito das antigas casas de pasto: doses generosas, ambiente simples e uma cozinha caseira e de conforto. A açorda de galinha é a especialidade, mas também há, por encomenda, arroz de cabidela e ensopado de javali. O espaço não podia ser mais honesto.
Preço: €-€€
Corte António Martins, EM509, Vila Nova de Cacela. Tel: 281 951 770. Qui-Seg 11h30-15h00/19h30-23h30, Ter 19h30-23h30. €
O Pescador, Vila Real de Santo António
Peixe fresco e petiscos para todas as horas, sem grandes invenções ou alarido, é a grande arma d’O Pescador, muito próximo da marina de Vila Real de Santo António, com vista para o Guadiana. A carta privilegia os clássicos do Algarve: há cataplanas, choco frito, bife de atum à algarvia e, por encomenda, um arroz de lingueirão muito competente. O ambiente é familiar e descontraído, o serviço simpático e os preços justos. Aos fins de semana, a casa costuma encher e por isso vale a pena reservar para garantir lugar.
Preço: €-€€
Avenida da República 48, Vila Real de Santo António. Tel: 281 543 473. Ter-Dom 19h00-22h00.
O Cuca, Vila Real de Santo António
O Cuca é um restaurante modesto e acolhedor no coração de Vila Real de Santo António. O peixe grelhado domina a ementa: sardinhas, douradas, sargos, robalos. Nos dias em que há, as petingas fritas têm muita saída – e a fritada mista é outra das favoritas. A cozinha é simples, focada no que chega da lota e na tradição algarvia. O espaço, pequeno, familiar e sem pretensões, convida a refeições descontraídas. E tem uma óptima esplanada.
Preço: €-€€
Rua Dr. Sousa Martins 60, Vila Real de Santo António. Tel: 281 403 370. Seg-Sáb 12h00-15h00/19h00-21h30, Dom 12h00-15h00.
A Taberna do Ramos, Alcoutim
Fica a poucos quilómetros de Alcoutim, na tranquila aldeia de Balurcos de Baixo. Despretensiosa, a Taberna do Ramos baseia a sua cozinha no receituário tradicional, com pratos generosos como o ensopado de enguias, o javali estufado, o coelho frito e as migas com porco grelhado. É um sítio para se visitar sem pressas, até porque é difícil não se sentir em casa em pouco tempo. Para terminar, o pudim de mel caseiro encerra a refeição na perfeição.
Preço: €€
Estrada N122, Balurcos de Baixo, Alcoutim. Tel: 281 547 139. Ter-Sex 10h00-01h00, Sáb-Dom 10h00-15h00.
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Legenda preço médio: € – menos de 20€ |€€ – 20 a 40€ | €€€ – 40 a 60€ | €€€€ – 60 a 100€ | €€€€€ – +100€
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Fotos: excepto as creditadas, são de Cláudia Lima Carvalho, Miguel Pires e redes sociais e sites dos restaurantes | Foto de Abertura:
*Sobre a autora, Cláudia Lima Carvalho: licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho, iniciou o seu percurso no jornal Público, onde integrou a secção de Cultura e mais tarde assumiu funções como editora online. Passou depois pela Time Out Lisboa, onde foi editora executiva durante oito anos, com responsabilidade sobre a área de Comer & Beber. Nesse papel, acompanhou de perto a evolução da restauração em Portugal, coordenou equipas e conteúdos, e desenvolveu diversos projectos editoriais dedicados à gastronomia
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