Há a Costa Vicentina e há Lagos, há praias de beleza únicas e há restaurantes que merecem também a viagem. Entre as praias autênticas da Costa Vicentina e as falésias de Lagos, há boas mesas para descobrir – tantas delas com vistas que já valem a paragem –, entre sugestões mais tradicionais e outras menos ortodoxas, com sangue novo a abrir outros caminhos, além de menus estrelados.
O Guia do Algarve está dividido em três partes:
Parte 1 — Odeceixe a Lagos(restaurantes entre Odeceixe, Aljezur, Vila do Bispo, Sagres e Lagos) — ← Está a ler Parte 2 — Portimão a Loulé(Portimão, Ferragudo, Carvoeiro, Lagoa, Silves, Monchique, Armação de Pêra, Albufeira, Almancil, Quinta do Lago e Vilamoura) Parte 3 — Faro a Alcoutim(Faro, Olhão, São Brás de Alportel, Tavira, Castro Marim, Vila Real de Santo António e Alcoutim)
Nesta primeira parte, actualizada em Agosto de 2026, reunimos 10 restaurantes entre Odeceixe e Lagos.
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Este guia tem o apoio da Dish Pay Now, solução de pagamento da Makro, parceira de referência para milhares de profissionais da restauração em Portugal
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Näperõn, Odeceixe
Foi em 2019 que o chef Hugo Nascimento e a mulher Joana trocaram a agitação de Lisboa pela tranquilidade da Costa Vicentina, naquela faixa do Algarve que muitos ainda pensam ser o Alentejo. Convicto do potencial de uma zona onde ainda há muito para explorar, abriu o näperõn. Instalado nas Casas do Moinho, em Odeceixe, não demorou para que o restaurante começasse a circular de boca em boca, tornando-se uma paragem obrigatória para todos aqueles que gostam de comer bem. Com uma cozinha contemporânea assente nas raízes portuguesas e ligação directa aos pequenos produtores locais, Hugo propõe dois menus de degustação – um mais curto (80€), com quatro momentos, e outro mais extenso (110€), com sete – que são também uma leitura pessoal da região. Tudo isto num ambiente descontraído, à imagem do casal.
Preço: €€€€
Rua 25 de Abril 113, Odeceixe. Tel: 916 177 333. Ter-Sáb 19h00-22h00. Reservas.
Cera, Aljezur
Depois de uma curta pausa na época baixa, o Cera regressou com novidades e aposta reforçada na vertente de garrafeira. À primeira vista, trata-se de um lugar mais afastado do centro da vila que pode quase passar despercebido, mas merece bem a paragem (e o desvio, se for o caso). O espaço é pequeno e acolhedor, o serviço sempre simpático e os vinhos naturais continuam a ser escolhidos a dedo. Na hora de comer, o foco mantém-se numa cozinha de produto, com uma carta aparentemente simples e sempre em mudança.
Preço: €€
Rua 29 de Agosto D loja C, Aljezur. Tel: 962 283 231. Ter-Sáb 19h00-00h00. Reservas. A garrafeira funciona nos mesmos dias, mas das 16h00 às 23h00.
Arte Bianca, Aljezur
Em terra de bom peixe e bom marisco, sabe bem quebrar a rotina com uma boa pizza –, até porque não se trata de uma pizza qualquer. A Arte Bianca, actualmente com casas em Aljezur, Arrifana e Sagres, está há anos na lista das melhores pizzarias da Europa no 50 Top Pizza, um concurso internacional que tem vindo a ganhar destaque ao longo dos anos. São pizzas artesanais feitas em forno de lenha, com massa fina e estaladiça e ingredientes frescos em combinações, por vezes, inesperadas, mas representativas da região. O 50 Top Pizza destaca mesmo a “selecção de pizzas gastronómicas, entre as quais se destaca a pizza Algarve, feita com ingredientes locais como os figos pretos do Algarve e o queijo de Serpa, para acompanhar com uma cerveja artesanal portuguesa”, justifica a organização da lista. Falta dizer que nem só de pizzas se faz a carta. Não deixe de experimentar entradas, como a ”bufala e melanzane”, ou umas das massas frescas feitas na casa.
Preço: €€
Rua 25 de Abril 114, Aljezur. Tel: 965 880 497. Seg-Dom 12h00-23h00.
Tasca do Petrol, Monchique
Nem só de mar se faz o Algarve e é bem rica também a cozinha da serra da qual esta Tasca do Petrol, em Marmelete, é um belo exemplar. Seguindo a preceito o receituário antigo, sem atalhos ou pretensões, serve essencialmente boa comida de tacho (sempre em doses generosas). Pode ser um javali estufado, um borrego assado no forno ou o cozido de couve típico de Monchique. Também não falham os petiscos como o bucho ou os enchidos de porco preto. A carta é curta e segura, os preços são justos, o ambiente é rústico. O melhor é reservar: o desvio ainda é algum, as mesas não são muitas e quem conhece costuma voltar.
EN267 Corgo do Vale, Serra de Monchique. Tel: 282 955 117. Qui-Seg 12h00-15h00/19h00-21h30, Ter 12h00-15h00.
Preço: €€
Ribeira do Poço, Vila do Bispo
Percebes. Eis o que não pode mesmo deixar de pedir no Ribeira do Poço, as fotografias na parede e as travessas em praticamente todas as mesas dão disso conta. Não por acaso, Vila do Bispo é muitas vezes apelidada de capital do percebe com um festival anual dedicado a este marisco e tudo (habitualmente em Junho). Nesta casa, os percebes chegam todos os dias, às vezes duas vezes por dia, se assim se justificar – e costuma justificar, já que a procura também é muita (e por isso o mais seguro é garantir mesa com antecedência). Mas há mais: moreia frita, salada de polvo, lapas, mexilhões ou lingueirão. E um peixinho para terminar em beleza.
Preço: €€
Rua da Ribeira do Poço 11, Vila do Bispo. Tel: 282 639 075. Ter-Dom 13h00-22h00.
Apoio:
Eira do Mel, Vila do Bispo
Ainda em Vila do Bispo, a caminho da praia do Castelejo, um clássico. Na Eira do Mel, só é bem-vindo quem chega sem pressa. À mesa o tempo é para se passar devagar – e é assim há mais 30 anos com José Pinheiro ao leme da cozinha. Fiel à tradição e aos produtos da terra, o chef não tem medo de emprestar o seu olhar ao receituário algarvio, sem que nunca o desvirtue. A manteiga é de algas; o queijo de ovelha acompanha com um chutney caseiro de figo. As cataplanas são a grande especialidade da casa, com destaque para a de polvo com batata doce. Com a encomenda feita com 24 horas de antecedência, também pode haver uma caldeirada de peixe “da costa de Sagres”, assim é prometido. Nas sobremesas, há uma estrela que provavelmente vai querer levar para casa: o queijo de figo da Eira do Mel.
Preço: €€–€€€
Estrada do Castelejo, Vila do Bispo. Tel: 917 555 669. Ter-Sáb 12h30-15h00/19h00-21h30.
A Tasca, Sagres
Em cima da Praia da Baleeira e com vista para o movimentado porto de pesca, A Tasca aproveita da melhor forma tudo o que o mar tem para dar e que aqui chega em menos de nada. Peixe e marisco são tratados de forma certeira. As grandes especialidades são a caldeirada e a cataplana, mas conforme o dia não falham as ostras e os percebes, bem como a moreia frita. Também há opções fora da carta, obviamente dependentes do que chegar da lota. O restaurante tem uma grande e desafogada esplanada, tão perfeita nos dias de sol e nos fins de tarde mais longos, como nos dias de sol de Inverno (como já experimentámos). Lá dentro, a sala mantém uma decoração mais rústica. A carta varia ligeiramente consoante a lota — e é isso que faz sentido ali.
Preço: €€–€€€
Porto da Baleeira, Sagres. Tel: 282 624 177. Qui-Ter 12h30-15h00/18h30-22h00.
Fermento, Sagres
Entre o bistrô e o bar de vinhos naturais, o Fermento é um bom exemplo do que começa a acontecer cada vez mais no país e que já acontecia em cidades como Lisboa ou Porto: o aparecimento de restaurantes fora da caixa, pelas mãos de gente nova que olha com liberdade e sem grandes fórmulas para o território. Vindos de Itália, foi em Sagres que estes quatro sócios decidiram assentar arraiais, apostando numa cozinha criativa, sem grandes regras e com uma forte influência italiana – por mais que a carta rode, há sempre dois ou três pratos de pasta fresca (pode ser uma lasanha com ragú de carne de javali, um gnocchi de beterraba ou uma pasta calamarata a saber a mar). A carta de vinhos, acompanha a mesma visão curiosa e, por vezes até, pouco ortodoxa.
Preço: €€–€€€
Rua de São Vicente, Sagres. Tel: 282 011 963. Ter-Sáb 17h30-22h30.
Avenida, Lagos
Ainda este ano o Avenida deu que falar quando Joana Reis, sommelier da casa, foi distinguida como a melhor do ano pela Revista de Vinhos (semanas após ter sido nomeada para a mesma distinção nos Prémios Mesa Marcada). À sua responsabilidade estão mais de mil referências de 15 países, com uma selecção de champanhes que vale a pena ser explorada. Na cozinha, o chef holandês Roeland Klein, que há vários anos se fixou no Algarve, junta técnica a bons produtos e influências do mundo. Há um menu de degustação (90€/seis pratos), mas também propostas à carta, com destaque para os cortes de carne maturada, que escreve o Guia Michelin serem trazidos “do El Capricho de José Gordón, uma referência neste sector”. Nos pratos de peixe e marisco, reinam combinações inesperadas. A cozinha é aberta, com lugares ao balcão.
Preço: €€€€–€€€€€
Lagos Avenida Hotel, Avenida dos Descobrimentos 53, Lagos. Tel: 282 780 092. Seg-Qui 19h30-21h00, Sex-Sáb 12h30-14h30/19h30-21h00, Dom 19h30-21h00. Reservas.
Preceito, Palmares
Algarvio, Alexandre Cabrita assume o Preceito depois de vários anos na cozinha do Al Sud, onde era sous-chef de Louis Anjos. Vencedor do concurso Chefe Cozinheiro do Ano em 2025, lidera agora a nova proposta gastronómica do Palmares Ocean Living & Golf, que sucede ao Al Sud, restaurante distinguido com uma estrela Michelin. Sem romper com a valorização do produto algarvio e da sazonalidade, o Preceito procura uma abordagem mais descontraída, mantendo a ambição de uma cozinha de assinatura. Na ementa encontram-se propostas como lula grelhada com manteiga de cabra e xerém de citrinos, robalo com arroz de forno e gamba da costa ou tártaro de novilho com enguia fumada. Um novo ciclo para Palmares, que procura afirmar uma identidade própria sem perder de vista o território algarvio que continua a inspirar a cozinha.
Preço: €€€–€€€€
Palmares Ocean Living & Golf, Lagos. Tel: 926 292 617. Jantar – 19h00–21h30. Fechado domingo e segunda. Reservas.
Fotos: Cláudia Lima Carvalho, Miguel Pires e imagens retiradas das redes sociais e sites dos restaurantes
*Sobre a autora, Cláudia Lima Carvalho: licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho, iniciou o seu percurso no jornal Público, onde integrou a secção de Cultura e mais tarde assumiu funções como editora online. Passou depois pela Time Out Lisboa, onde foi editora executiva durante oito anos, com responsabilidade sobre a área de Comer & Beber. Nesse papel, acompanhou de perto a evolução da restauração em Portugal, coordenou equipas e conteúdos, e desenvolveu diversos projectos editoriais dedicados à gastronomia
Há a Costa Vicentina e há Lagos, há praias de beleza únicas e há restaurantes que merecem também a viagem. Entre as praias autênticas da Costa Vicentina e as falésias de Lagos, há boas mesas para descobrir – tantas delas com vistas que já valem a paragem –, entre sugestões mais tradicionais e outras menos ortodoxas, com sangue novo a abrir outros caminhos, além de menus estrelados.
O Guia do Algarve está dividido em três partes:
Parte 1 — Odeceixe a Lagos (restaurantes entre Odeceixe, Aljezur, Vila do Bispo, Sagres e Lagos) — ← Está a ler
Parte 2 — Portimão a Loulé (Portimão, Ferragudo, Carvoeiro, Lagoa, Silves, Monchique, Armação de Pêra, Albufeira, Almancil, Quinta do Lago e Vilamoura)
Parte 3 — Faro a Alcoutim (Faro, Olhão, São Brás de Alportel, Tavira, Castro Marim, Vila Real de Santo António e Alcoutim)
Nesta primeira parte, actualizada em Agosto de 2026, reunimos 10 restaurantes entre Odeceixe e Lagos.
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Este guia tem o apoio da Dish Pay Now, solução de pagamento da Makro, parceira de referência para milhares de profissionais da restauração em Portugal
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Näperõn, Odeceixe
Foi em 2019 que o chef Hugo Nascimento e a mulher Joana trocaram a agitação de Lisboa pela tranquilidade da Costa Vicentina, naquela faixa do Algarve que muitos ainda pensam ser o Alentejo. Convicto do potencial de uma zona onde ainda há muito para explorar, abriu o näperõn. Instalado nas Casas do Moinho, em Odeceixe, não demorou para que o restaurante começasse a circular de boca em boca, tornando-se uma paragem obrigatória para todos aqueles que gostam de comer bem. Com uma cozinha contemporânea assente nas raízes portuguesas e ligação directa aos pequenos produtores locais, Hugo propõe dois menus de degustação – um mais curto (80€), com quatro momentos, e outro mais extenso (110€), com sete – que são também uma leitura pessoal da região. Tudo isto num ambiente descontraído, à imagem do casal.
Preço: €€€€
Rua 25 de Abril 113, Odeceixe. Tel: 916 177 333. Ter-Sáb 19h00-22h00. Reservas.
Cera, Aljezur
Depois de uma curta pausa na época baixa, o Cera regressou com novidades e aposta reforçada na vertente de garrafeira. À primeira vista, trata-se de um lugar mais afastado do centro da vila que pode quase passar despercebido, mas merece bem a paragem (e o desvio, se for o caso). O espaço é pequeno e acolhedor, o serviço sempre simpático e os vinhos naturais continuam a ser escolhidos a dedo. Na hora de comer, o foco mantém-se numa cozinha de produto, com uma carta aparentemente simples e sempre em mudança.
Preço: €€
Rua 29 de Agosto D loja C, Aljezur. Tel: 962 283 231. Ter-Sáb 19h00-00h00. Reservas. A garrafeira funciona nos mesmos dias, mas das 16h00 às 23h00.
Arte Bianca, Aljezur
Em terra de bom peixe e bom marisco, sabe bem quebrar a rotina com uma boa pizza –, até porque não se trata de uma pizza qualquer. A Arte Bianca, actualmente com casas em Aljezur, Arrifana e Sagres, está há anos na lista das melhores pizzarias da Europa no 50 Top Pizza, um concurso internacional que tem vindo a ganhar destaque ao longo dos anos. São pizzas artesanais feitas em forno de lenha, com massa fina e estaladiça e ingredientes frescos em combinações, por vezes, inesperadas, mas representativas da região. O 50 Top Pizza destaca mesmo a “selecção de pizzas gastronómicas, entre as quais se destaca a pizza Algarve, feita com ingredientes locais como os figos pretos do Algarve e o queijo de Serpa, para acompanhar com uma cerveja artesanal portuguesa”, justifica a organização da lista. Falta dizer que nem só de pizzas se faz a carta. Não deixe de experimentar entradas, como a ”bufala e melanzane”, ou umas das massas frescas feitas na casa.
Preço: €€
Rua 25 de Abril 114, Aljezur. Tel: 965 880 497. Seg-Dom 12h00-23h00.
Tasca do Petrol, Monchique
Nem só de mar se faz o Algarve e é bem rica também a cozinha da serra da qual esta Tasca do Petrol, em Marmelete, é um belo exemplar. Seguindo a preceito o receituário antigo, sem atalhos ou pretensões, serve essencialmente boa comida de tacho (sempre em doses generosas). Pode ser um javali estufado, um borrego assado no forno ou o cozido de couve típico de Monchique. Também não falham os petiscos como o bucho ou os enchidos de porco preto. A carta é curta e segura, os preços são justos, o ambiente é rústico. O melhor é reservar: o desvio ainda é algum, as mesas não são muitas e quem conhece costuma voltar.
EN267 Corgo do Vale, Serra de Monchique. Tel: 282 955 117. Qui-Seg 12h00-15h00/19h00-21h30, Ter 12h00-15h00.
Preço: €€
Ribeira do Poço, Vila do Bispo
Percebes. Eis o que não pode mesmo deixar de pedir no Ribeira do Poço, as fotografias na parede e as travessas em praticamente todas as mesas dão disso conta. Não por acaso, Vila do Bispo é muitas vezes apelidada de capital do percebe com um festival anual dedicado a este marisco e tudo (habitualmente em Junho). Nesta casa, os percebes chegam todos os dias, às vezes duas vezes por dia, se assim se justificar – e costuma justificar, já que a procura também é muita (e por isso o mais seguro é garantir mesa com antecedência). Mas há mais: moreia frita, salada de polvo, lapas, mexilhões ou lingueirão. E um peixinho para terminar em beleza.
Preço: €€
Rua da Ribeira do Poço 11, Vila do Bispo. Tel: 282 639 075. Ter-Dom 13h00-22h00.
Apoio:
Eira do Mel, Vila do Bispo
Ainda em Vila do Bispo, a caminho da praia do Castelejo, um clássico. Na Eira do Mel, só é bem-vindo quem chega sem pressa. À mesa o tempo é para se passar devagar – e é assim há mais 30 anos com José Pinheiro ao leme da cozinha. Fiel à tradição e aos produtos da terra, o chef não tem medo de emprestar o seu olhar ao receituário algarvio, sem que nunca o desvirtue. A manteiga é de algas; o queijo de ovelha acompanha com um chutney caseiro de figo. As cataplanas são a grande especialidade da casa, com destaque para a de polvo com batata doce. Com a encomenda feita com 24 horas de antecedência, também pode haver uma caldeirada de peixe “da costa de Sagres”, assim é prometido. Nas sobremesas, há uma estrela que provavelmente vai querer levar para casa: o queijo de figo da Eira do Mel.
Preço: €€–€€€
Estrada do Castelejo, Vila do Bispo. Tel: 917 555 669. Ter-Sáb 12h30-15h00/19h00-21h30.
A Tasca, Sagres
Em cima da Praia da Baleeira e com vista para o movimentado porto de pesca, A Tasca aproveita da melhor forma tudo o que o mar tem para dar e que aqui chega em menos de nada. Peixe e marisco são tratados de forma certeira. As grandes especialidades são a caldeirada e a cataplana, mas conforme o dia não falham as ostras e os percebes, bem como a moreia frita. Também há opções fora da carta, obviamente dependentes do que chegar da lota. O restaurante tem uma grande e desafogada esplanada, tão perfeita nos dias de sol e nos fins de tarde mais longos, como nos dias de sol de Inverno (como já experimentámos). Lá dentro, a sala mantém uma decoração mais rústica. A carta varia ligeiramente consoante a lota — e é isso que faz sentido ali.
Preço: €€–€€€
Porto da Baleeira, Sagres. Tel: 282 624 177. Qui-Ter 12h30-15h00/18h30-22h00.
Fermento, Sagres
Entre o bistrô e o bar de vinhos naturais, o Fermento é um bom exemplo do que começa a acontecer cada vez mais no país e que já acontecia em cidades como Lisboa ou Porto: o aparecimento de restaurantes fora da caixa, pelas mãos de gente nova que olha com liberdade e sem grandes fórmulas para o território. Vindos de Itália, foi em Sagres que estes quatro sócios decidiram assentar arraiais, apostando numa cozinha criativa, sem grandes regras e com uma forte influência italiana – por mais que a carta rode, há sempre dois ou três pratos de pasta fresca (pode ser uma lasanha com ragú de carne de javali, um gnocchi de beterraba ou uma pasta calamarata a saber a mar). A carta de vinhos, acompanha a mesma visão curiosa e, por vezes até, pouco ortodoxa.
Preço: €€–€€€
Rua de São Vicente, Sagres. Tel: 282 011 963. Ter-Sáb 17h30-22h30.
Avenida, Lagos
Ainda este ano o Avenida deu que falar quando Joana Reis, sommelier da casa, foi distinguida como a melhor do ano pela Revista de Vinhos (semanas após ter sido nomeada para a mesma distinção nos Prémios Mesa Marcada). À sua responsabilidade estão mais de mil referências de 15 países, com uma selecção de champanhes que vale a pena ser explorada. Na cozinha, o chef holandês Roeland Klein, que há vários anos se fixou no Algarve, junta técnica a bons produtos e influências do mundo. Há um menu de degustação (90€/seis pratos), mas também propostas à carta, com destaque para os cortes de carne maturada, que escreve o Guia Michelin serem trazidos “do El Capricho de José Gordón, uma referência neste sector”. Nos pratos de peixe e marisco, reinam combinações inesperadas. A cozinha é aberta, com lugares ao balcão.
Preço: €€€€–€€€€€
Lagos Avenida Hotel, Avenida dos Descobrimentos 53, Lagos. Tel: 282 780 092. Seg-Qui 19h30-21h00, Sex-Sáb 12h30-14h30/19h30-21h00, Dom 19h30-21h00. Reservas.
Preceito, Palmares
Algarvio, Alexandre Cabrita assume o Preceito depois de vários anos na cozinha do Al Sud, onde era sous-chef de Louis Anjos. Vencedor do concurso Chefe Cozinheiro do Ano em 2025, lidera agora a nova proposta gastronómica do Palmares Ocean Living & Golf, que sucede ao Al Sud, restaurante distinguido com uma estrela Michelin. Sem romper com a valorização do produto algarvio e da sazonalidade, o Preceito procura uma abordagem mais descontraída, mantendo a ambição de uma cozinha de assinatura. Na ementa encontram-se propostas como lula grelhada com manteiga de cabra e xerém de citrinos, robalo com arroz de forno e gamba da costa ou tártaro de novilho com enguia fumada. Um novo ciclo para Palmares, que procura afirmar uma identidade própria sem perder de vista o território algarvio que continua a inspirar a cozinha.
Preço: €€€–€€€€
Palmares Ocean Living & Golf, Lagos. Tel: 926 292 617. Jantar – 19h00–21h30. Fechado domingo e segunda. Reservas.
(Nota: texto de Miguel Pires)
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Legenda preço médio: € – menos de 20€ |€€ – 20 a 40€ | €€€ – 40 a 60€ | €€€€ – 60 a 100€ | €€€€€ – +100€
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Fotos: Cláudia Lima Carvalho, Miguel Pires e imagens retiradas das redes sociais e sites dos restaurantes
*Sobre a autora, Cláudia Lima Carvalho: licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho, iniciou o seu percurso no jornal Público, onde integrou a secção de Cultura e mais tarde assumiu funções como editora online. Passou depois pela Time Out Lisboa, onde foi editora executiva durante oito anos, com responsabilidade sobre a área de Comer & Beber. Nesse papel, acompanhou de perto a evolução da restauração em Portugal, coordenou equipas e conteúdos, e desenvolveu diversos projectos editoriais dedicados à gastronomia
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