Do alto dos meus 38 anos, posso afirmar que nunca houve guia de gastronomia que eu não criticasse ou prémios da mesma área a que tivesse assistido com menos do que se possa considerar fervor. Inúmeras foram as vezes que eu disse, indignada, “mas por que raio não ganhou antes o restaurante Y?”, “estes prémios são só para Lisboa?” ou “os critérios deviam ser transparentes, porra!” (não terão sido exactamente estas as interjeições).
Assim, quando o Miguel me propôs imaginar um guia sobre “o lado B” da restauração do Porto, para lá da cozinha tradicional, sobre a qual já se escreveu tanto e bem, toda eu rejubilei. Finalmente, justiça!
Mas a euforia depressa deu lugar ao pânico. Primeiro porque escrever sobre o “lado B” significava não poder dedicar (mais) caracteres ao Pata Gorda, o meu restaurante preferido do Porto, o que só por si é motivo de dor. Mas, sobretudo, havia a responsabilidade de tentar fazer justiça à mui nobre cidade sem fingir que existe uma fronteira clara entre os restaurantes lado A e os lado B.
Pode pensar-se se a distinção entre os dois se faz pelo número de prémios ou nomeações em guias, pelas filas de espera à porta ou o aviso de que não existem mesas disponíveis numa terça-feira de Novembro ou, quem sabe, pela quantidade de turistas que disseram “what a hidden gem!” num reel do TikTok.
Havendo mais dúvidas do que certezas, resolvi agarrar-me a uma só ideia: reunir um conjunto de espaços unidos pela vontade sincera de nos fazerem felizes à mesa. Uns são mais conhecidos para os locais e menos para quem visita, outros ganham prémios mas deviam ter mais público, outros têm o carinho da indústria e de meia dúzia de pessoas mais atentas. Todos merecem o desvio, como se diz noutros guias.
Para já, ficam os 17 restaurantes desta primeira parte. Os restantes 13 chegam em breve, na 2.ª parte do guia.
Este guia tem o apoio d’Os Goliardos, referência histórica na distribuição, curadoria e divulgação de vinhos de terroir de produtores independentes e organizadores do Vinho ao Vivo

PARTE 1: Baixa e Centro
A Cave do Bon Vivant, Santa Catarina
Em 2019, Stan e Clémence Wallut trocaram Paris pelo Porto em busca de uma vida mais sossegada e, no ano seguinte, abriram A Cave do Bon Vivant, no final da rua de Santa Catarina. Dedicado aos vinhos naturais, biológicos e biodinâmicos, não há carta neste bar de vinhos, mas paredes repletas de garrafas, e todos os vinhos a copo têm o mesmo preço, para que a escolha se faça pelo gosto e não pela carteira. A cozinha é simples e sazonal, feita com produtos do Mercado do Bolhão, comerciantes vizinhos e legumes da quinta biológica Formiga Gloriosa, da qual Stan é parceiro. Há sempre três pratos – um de carne, um de peixe e um vegetariano – e todas as semanas um muda.
Preço: €€
R. de Santa Catarina 763. Tel: 222 082 491. Seg 17h00-00h00 Ter-Sáb 14h00-00h00
Camilo, Baixa
A história de amor de Camilo Castelo Branco e Ana Plácido esteve na génese de Amor de Perdição, que o autor escreveu enquanto estava preso por adultério. E era ali, na varanda do número 378 da Rua do Almada, que o romance proibido e perseguido ganhava corpo.
Por isso, quando Margarida Osório e Bernardo Maciel decidiram abrir no espaço um restaurante, quiseram que o romance passasse também para a mesa. Diogo Coimbra, na cozinha, alterna entre o “amor” e a “rejeição” da cozinha tradicional portuguesa, numa carta dividida entre a fidelidade às tradições e a vontade de as trair – ingredientes locais cruzam-se com outras inspirações, como no rosbife tonato ou nas vieiras com XO.
Preço: €€€-€€€€
R. do Almada 378. Tel: 915 299 442. Seg 19h00-22h30 Qui 19h00-22h30 Sex-Sáb 19h00-00h00 Dom 19h00-22h30
Época, Bombarda
Quando Liliana Alves abriu o Época, em 2017, na Rua do Rosário, “vegetariano” e “delicioso” raramente apareciam na mesma frase, no Porto. Depois de passar por Copenhaga, trouxe consigo uma cozinha biológica, focada na sazonalidade e no desperdício zero, que rapidamente se tornou uma referência na cidade. Quase dez anos depois, o Época continua a provar que simplicidade e profundidade de sabor podem coexistir. Aberto apenas nos dias úteis, faz também da partilha uma filosofia: nos restantes dias, abre portas a projetos em fase embrionária, pop-ups e supperclubs e, nos almoços de “Mesa Posta”, que acontecem esporadicamente ao sábado, transforma-se numa grande mesa comum, como se de uma grande família se tratasse.
Preço: €
R. do Rosário 22. Tel: 962 112 495. Seg-Sex 10h00-15h00
Fauno, Baixa
Aberto em 2023 pelos irmãos Pedro e Tiago Amorim, o Fauno é um restaurante de poucas mesas, algures entre o fine e o casual dining, mais a tender para o fine, onde o serviço é cuidado sem ser pretensioso e há um único menu de degustação. A cozinha guia-se pelas estações e pela ligação a pequenos produtores, numa abordagem criativa ao receituário tradicional, mas sem grandes devaneios, mantendo uma consistência pouco comum num menu em constante mudança. Na carta de vinhos segue-se a mesma filosofia, com aposta em produtores portugueses e vinhos de baixa intervenção. Há ainda uma muito inspirada seleção de cocktails sem álcool e opções interessantes nas escolhas de cerveja artesanal.
Desde Maio de 2026, é António Pega quem assume a cozinha, trazendo um forte foco no produto e uma influência francesa bem vincada.
Preço: €€€€
R. Estreita dos Lóios 5. Tel: 223195394. Ter-Sáb 19h00-22h30
Francisco, Baixa
De todas as entradas nesta lista, o Francisco é o mais curto nas suas opções: há sandes de focaccia, de fermentação lenta, e café de especialidade, num espaço onde não cabe mais do que uma dezena de pessoas mas onde nunca parece faltar nada. Aline e Alan Pereira são irmãos e estão à frente deste pequeno espaço na Rua do Almada, acompanhados pelos sócios Bruno Amaral e Rodrigo Maia, fundadores do agora defunto bar-irmão, o Francisca. O espaço foi pensado e construído por todos, o que contribui para a sua personalidade vincada, do chão ao tecto. Das cinco opções de sandes, incluindo uma vegetariana, é a de mortadela com pesto de manjericão, stracciatella e amendoim caramelizado que leva a taça.
Preço: €
R. do Almada 440. Ter-Sex 10h00-18h00 Sáb 10h00-17h00
Este guia tem o apoio d’Os Goliardos, referência histórica na distribuição, curadoria e divulgação de vinhos de terroir de produtores independentes e organizadores do Vinho ao Vivo.

Genuíno, Bombarda
Há sítios que nos deixam divididos entre o querer que estejam em todos os guias e listas e o querer guardá-los só para nós. O Genuíno é um desses casos, mas o segredo seria muito difícil de conter. Entre o talento e a genialidade de Gabriela Johann e a arte de bem receber de Gustavo Schmidt, o casal por detrás deste restaurante e bar de vinhos na Miguel Bombarda, é impossível não sair emocionado e com vontade de lá levar todos os amigos. Há vinhos de pequenos produtores, nacionais e não só, um balcão que não exige reserva, música certeira e uma carta que vai mudando com as estações e as vontades de Gabriela, percorrendo as suas raízes, brasileiras e alemãs, e o resto do mundo. Em modo residência e até Janeiro de 2027, é Francisca Passos quem assume a cozinha, mantendo o espírito, mas trazendo as suas próprias referências, como o croquete de leitão da Bairrada com ketchup de pimentos fermentados.
Preço: €€-€€€
R. de Miguel Bombarda 78 R/C. Tel: 938416002. Seg-Sáb 18h00-23h00
Gruta, Santa Catarina
Foi em 2021 que Rafaela Louzada colocou Santa Catarina, a rua do Porto onde se tropeça em partes iguais em turistas, fast-fashion e especialidades “very typical”, no mapa das peregrinações gastronómicas. Hoje sob a chefia de Caroline Giandalia, o restaurante mantém a equipa exclusivamente no feminino e o mesmo conceito: pegar em ingredientes e produtos portugueses, sobretudo peixe e marisco e acrescentar memórias e sabores do Brasil, como a banana-terra ou o tucupi (sumo da raiz de mandioca). Caroline gosta de trabalhar produtos menos conhecidos e de combinações menos óbvias, como a de açaí e peixe. Tudo é explicado à mesa, numa refeição que além de nutrir os sentidos, expande o conhecimento.
Preço: €€€-€€€€
R. de Santa Catarina 447. Tel: 911 017 007. Seg-Dom 18h00-23h00
Musubu, Bombarda
Tal como Madonna parece ter uma capacidade infinita de se reinventar, também Sako Ara e Miguel Cunha praticam a arte da mudança constante. Ele do Porto, ela de Tóquio, conheceram-se em Londres. Depois, já no Porto, tiveram supperclubs em casa, uma minúscula mercearia nas Galerias Lumière, onde Sako cozinhava receitas da sua infância, como os onigiri (bolinhos de arroz), e, em 2018, o Namban Oporto Kitchen Café. Em 2022 passaram a chamar-se Musubu Café, ocupando o pátio do Coração de Alecrim, com um menu quase 100% vegetariano e pratos de cerâmica feitos pelos próprios. Em Setembro de 2026 mudaram novamente, agora para o Quarteirão das Artes (Rua do Breiner), onde já há mochis caseiros, katsu de tofu e até candeeiros feitos por Miguel, para levar para casa.
Preço: €
R. do Breiner 340. Qua-Sab 09h00-16h00
OTTTO, Baixa
Há espaços que são muito claros na sua identidade, no que são e no que não são. Não é o caso do OTTTO, na Rua do Bonjardim, e provavelmente é mesmo assim que Bruno Amaral, proprietário e actualmente também a mão por trás da cozinha, gosta que seja. Entre bar de vinhos, restaurante de petiscos para partilhar e galeria de arte, a comida ocupa um lugar central, com uma carta por onde já passaram bolas de Berlim recheadas com filete de peixe em tempura ou pastéis de polvo com moqueca. Há vinhos de baixa intervenção, cocktails de autor e exposições que levam a arte para as paredes e para os tectos, num espaço que é, efectivamente, maior do que a soma das partes.
Preço: €
R. do Bonjardim 523. Tel: 939 079 230. Ter-Sáb 18h00-23h00
Out to Lunch Kitchen, Miragaia
O Out to Lunch tem apenas um defeito: são poucas as mesas que existem e não permite reservas, sendo por isso uma tarefa hercúlea conseguir lá almoçar. Começou por ocupar o espaço do Época à hora do jantar, em formato izakaya, até encontrar morada própria, na Rua da Restauração, com uma cozinha aberta como foco central e música jazz a acompanhar. O menu de almoço de Yoske Nishiumi seria aprovado por Marie Kondo: há apenas dois caminhos, soba/udon e caril e arroz, ambos com versões vegetarianas ou diversas proteínas, mais os mini-pratos especiais e a sobremesa do dia, que pode ser gelado de sésamo preto ou até tiramisu de matcha. O izakaya mantém-se ao jantar, às quintas e sextas-feiras, acompanhado por DJ sets e bebidas. Na porta ao lado fica a Out to Lunch, a loja de roupa e calçado de Yoske e da sua mulher, Svenja Specht.
Preço: €€
Rua da Restauração 313. Tel: 224957532. Qui-Sex 12h00-15h00/18h00-23h00 Sáb-Dom 12h00-16h00
Peixe no Mercado, Bolhão
Há restaurantes cujo nome parece deixar pouco espaço para mistério. Instalado no terceiro piso do Mercado do Bolhão, “Peixe no Mercado” soa quase literal: o nome, as paredes azuis, as cadeiras de vime e o aquário com marisco vivo, parecem dizer-nos exactamente ao que vamos. Só que Rodrigo Cardoso gosta de complicar um bocadinho. Há, sim senhora, peixe na grelha de carvão, mas já passaram pela carta pratos como a rabanada de lavagante com kimchi, muxama com cogumelos e gema de ovo ou tamboril com o próprio fígado. A ideia parece ser simples, deixar que o peixe seja a estrela, mas não obrigá-lo a representar sempre o mesmo papel. E entre a grelha, o receituário português e as incursões por outros sabores, há espaço para fazer com o peixe aquilo que Rodrigo tão bem entende, e tão bem faz.
Preço: €€-€€€
R. Formosa 322 Piso 3. Tel: 966179271. Seg-Sáb 12h00-00h00
Protest Kitchen, Cedofeita
Andrey Mikheev gosta de estar escondido na cozinha, Pedro Baumgaerten participa em campeonatos de café, Fanis Stylianou é geralmente a pessoa mais alta num raio de cinco quilómetros e Irina Mikheeva é fotógrafa. Juntos, nas diferenças e nos princípios, abriram o Protest Kitchen com a ideia de ser um ponto de encontro e convívio, e um rasgo declarado de independência, entre poltronas, plantas, vinho de baixa intervenção e bom café. A carta é curta e está em constante mutação, com opções como sandes de halloumi, dumplings, Barcelos Dreaming (frango marinado em molho de iogurte) e um rolo de canela e caramelo que, sozinho, já justificava a viagem.
Preço: €
Rua dos Bragas 58. Tel: 910 284 024. Seg 09h00-17h00 Ter-Sáb 09h00-21h00 Dom 09h00-17h00
Provável, Miragaia
Miguel Pereira da Rocha é açoriano, natural de São Miguel e até há pouco tempo a sua ocupação profissional era “fazer uns desenhos no computador”. Já Jorge Moreira era consultor a tempo inteiro. Durante a pandemia estreitaram laços e decidiram fazer uma mudança radical nas suas vidas: abriram o Provável, entre as ruas estreitas de Miragaia. Na cozinha, ao comando de Tomás Iecco e Chrystian Chaves, há portugalidade sem saudosismo, que roda ao sabor das estações, entre rissóis de moelas ou cavala com pickles de tomate. Mas é, provavelmente, o serviço descontraído, que tantas vezes termina num abraço, que nos faz voltar uma e outra vez, como se a casa fosse nossa.
Preço: €€-€€€
Largo São João Novo 87. Tel: 224914169. Ter-Sáb 18h30-23h30
Rasa, Bolhão
De todos os espaços contemplados nesta lista, nenhum é tão pequeno como o Rasa.
Mas o que falta em metros quadrados a este cantinho perto do Bolhão, sobra nas camadas de sabor do que ali se faz. Catarina Fialho e Rita Albernaz, as caras atrás (e à frente!) do projecto, conhecem-se há muitos anos e o amor pela cozinha sempre foi um elo comum. Uma é mais bolos e a outra mais salgados, e a liberdade é palavra de ordem quando criam juntas, sem se preocuparem demasiado com categorias ou definições.
Quando a pandemia fez o sector tremer, decidiram unir forças e o que inicialmente foi pensado como uma lista de coisas boas para levar para casa, como babkas, pestos e fermentados, acabou por crescer até ganhar morada própria e servir almoços, lanches e alguns dos melhores bolinhos da cidade. E babkas, sempre as babkas.
Preço: €
R. Guedes de Azevedo 121. Seg-Sex 10h30-16h00
Sede, Baixa
Do outro lado do Torto e dos mesmos sócios, a Sede nasceu da vontade de recuperar o espírito das associações e a sua cultura de convívio e comunidade descontraídos, mas num espaço mais contemporâneo. Tudo acontece em torno do balcão central e de uma cozinha totalmente aberta, onde a fronteira entre quem cozinha e quem come praticamente se esfuma. Os cocktails são o grande foco e dividem-se entre passado, presente e futuro: dos clássicos aos inspirados na gastronomia, como o Francesinha, com um ovo estrelado a baloiçar na borda do copo, e aos mais futuristas, que recriam sabores sem recorrer aos ingredientes originais, como o Chocolate 0%, de alfarroba e avelã. À frente da cozinha está Ege Çelebi, que cruza referências portuguesas com técnicas japonesas, em pequenos pratos pensados para acompanhar os cocktails, como o yakitori de bifana ou o furai-o-fish, um hambúrguer de peixe crocante.
Preço: €€
R. de José Falcão 199. Tel: 916 693 964. Qui 17h00-00h00 Sex-Sáb 17h00-01h00 Dom 17h00-00h00
Soma, Bombarda
Mona Karenina e Luiza de Almeida são amigas desde os tempos da faculdade, em Curitiba, no Brasil, e quis o destino que se cruzassem, anos mais tarde, no Porto. À paixão de Luiza pelo café de especialidade somou-se o sonho de Mona de abrir o seu próprio espaço e assim nasceu o Soma, a três passos do Palácio de Cristal. Com uma carta assinada por Evgeny Alinichenko (Barra Este), o menu viaja entre o Brasil, o Japão e o Médio Oriente, sem necessidade de assumir uma identidade fechada: há pão de queijo, tosta de kimchi e moqueca de ovo, uma versão de shakshuka feat. Brasil. É um restaurante, é um café, é brunch quando apetece e, acima de tudo, é um lugar feito de e para pessoas.
Preço: €-€€
R. de Adolfo Casais Monteiro 71. Tel: 927 406 875. Seg 09h30-16h30 Qui-Dom 09h30-16h30
Yalla Padaria, Massarelos

Para quem gosta de viajar sem ter de carimbar o passaporte, o Yalla Padaria é uma espécie de desvio para o Líbano. Em frente ao Palácio de Cristal, Michel Diwan recebe com simpatia infinita e é com orgulho que fala dos ingredientes com que ali se cozinha, que procura que sejam o mais autênticos possível. O pão, que é feito segundo técnicas tradicionais, serve de base a muitos dos pratos, como a manouche de zaatar, queijo ou carne, mas há também um muito bom hummus, a nadar em tahini e um shawarma que em nada se aproxima dos exemplares ocidentalizados (felizmente, claro). What a hidden gem!
Preço: €
R. de D. Manuel II 270. Tel: 968 741 133. Qua-Dom 11h00-17h30
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Legenda preço médio: € – menos de 20€ |€€ – 20 a 40€ | €€€ – 40 a 60€ | €€€€ – 60 a 100€ | €€€€€ – +100€
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Sobre a autora Sara Roseira: vive em Matosinhos e é psicóloga de formação. Assina a curadoria gastronómica do Simplesmente… Vinho, salão de vinhos alternativo que se realiza anualmente no Porto, onde descobriu a produção de eventos. Em 2024 criou o Espalha Brasas, movimento dedicado a ampliar a visibilidade de quem se identifica como mulher na indústria. É também responsável pela programação gastronómica do Out of the Blue e pela gestão do projecto Menus com História.
Este guia tem o apoio d’Os Goliardos, referência histórica na distribuição, curadoria e divulgação de vinhos de terroir de produtores independentes e organizadores do Vinho ao Vivo.

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