Restaurantes

Kabuki Lisboa abre daqui a poucos dias no Ritz Four Seasons

Já está quase pronto o Kabuki Lisboa, que deverá abrir ao público entre 15 e 20 de Dezembro nas antigas galerias Ritz, com entrada exterior pela Rua Castilho ou através da zona do bar do hotel Ritz Four Seasons. É a primeira unidade deste grupo fora de Espanha, que se notabilizou no início dos anos 2000 com o trabalho inovador do chefe Ricardo Sanz no Kabuki do hotel Wellington, em Madrid, baseado numa cozinha de fusão entre Japão e Mediterrâneo, tendo depois se expandido para Tenerife, Málaga e Valencia. E é precisamente desta última cidade que vem o madrilenho Andres Pereda, há 14 anos no grupo, para chefiar o Kabuki Lisboa, liderando uma equipa de 11 cozinheiros portugueses recrutados em restaurantes daqui, ficando as 15 pessoas da sala sob a direcção do madeirense Vítor Jardim e a parte das bebidas a cargo de Filipe Wang, ex-Alma.

Eles estarão encarregues dos 72 lugares do restaurante principal, onde se prevê um gasto médio de uns 100 euros por pessoa, sem bebidas – com a carta mais direccionada para o sushi, sashimi, wok, tempura ou grelhados -, mas também de um restaurante mais exclusivo, num piso superior, com 24 lugares, onde vigora um menu de degustação dominado pela sazonalidade e alta qualidade dos produtos, a um preço que rondará os 150 euros. Destaque ainda para um bar de 24 lugares, com muitos cocktails, onde se servirão apenas aperitivos, que podem ser, por exemplo, ostras, caviar ou pickles caseiros.

Nigiri Chu Toro

Quem revela tudo isto ao Mesa Marcada é Victor Riego, director de F & B do grupo, para onde entrou em 2011 como ajudante de sommelier, tendo depois seguido carreira na unidade de Tenerife.  Para ele, foi precisamente o prestígio do grupo e as oportunidades de carreira que possibilita que ajudou ao recrutamento da equipa em Lisboa, sabendo-se das dificuldades em encontrar mão-de-obra que o sector atravessa.  “Este projecto já está a ser pensado e preparado há cinco anos, porque nunca quisemos simplesmente reproduzir a cozinha que fazemos em Madrid nas cidades para onde vamos, mas sim apresentar pratos que estejam relacionados com esses locais, dando autonomia aos chefes para desenvolver o seu próprio trabalho”, explica Victor Riego, natural de Benavente (em Zamora), que ficou surpreendido com a qualidade dos produtos portugueses. “Nos peixes, verduras ou carnes, há aqui produtos do melhor que se pode encontrar, não precisámos de trazer nada de fora. É curioso que haja tanta gente em Espanha, mesmo aqui ao lado, que ainda os desconhece”.

Victor Riego ficou surpreendido com a qualidade dos produtos portugueses

O facto de Andres Pereda estar já a viver em Lisboa nos últimos dois meses e de os membros da sua equipa terem experiência em restaurantes habituados a trabalhar com os fornecedores portugueses facilitou a identificação dos produtos mais adequados ao restaurante, que incluirá pratos clássicos do Kabuki original (como o famoso nigiri de ovos estrelados com trufa, na foto de abertura) e vários outros criados pelo chefe do Kabuki Lisboa.  “Acho que os três espaços que constituem o Kabuki Lisboa serão óptimas opções para quem quer desfrutar de uma experiência diferente, de uma celebração gastronómica. Estamos no melhor hotel de Lisboa e por isso contamos com os seus hóspedes, bem como com os turistas que visitam a cidade, mas queremos sobretudo estabelecer uma relação personalizada com os clientes portugueses. Estou certo de que vão gostar”, conclui Victor Riego.

Os cocktails são uma das apostas do novo restaurante

Kabuki Lisboa

Morada: Rua Castilho, 77, Lisboa

Horário: Abre para almoços e jantares. Fecha aos domingos e segundas-feiras

E-mail: lisboa@grupokabuki.com

Site (a lançar em breve): grupokabuki.com

Nasceu em Lisboa em 1963. Licenciou-se em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa e trabalhou em diversos jornais (Semanário, Diário Popular e Diário de Lisboa) e, depois, na área de comunicação empresarial. Em 1997, começou a colaborar com a revista “Fortuna” na área de gastronomia e vinhos. Em 1999, criou a página “Boa Vida” para o “Diário de Notícias”, que coordenou até Janeiro de 2009, com algumas interrupções. Entre 2007 e 2019, foi coordenador do Projecto Gastronomia da Associação de Turismo de Lisboa e, nesse âmbito, director do festival gastronómico Peixe em Lisboa, continuando a escrever artigos sobre gastronomia e restaurantes em várias publicações.

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