Continuo a tentar acompanhar a vaga de novos restaurantes (e também cafés, bares de vinhos e de cocktails e afins) que têm surgido em Lisboa, nestes últimos anos. Mesmo para quem é do meio há uma parte do fenómeno que por vezes nos escapa e que tem a ver, sobretudo, com os espaços abertos por estrangeiros com recursos que elegeram Lisboa para morarem e encontraram na cidade uma oportunidade de negócio. São lugares de franceses, libaneses, brasileiros (embora neste caso, talvez a incidência actual seja mais em Cascais), ucranianos e russos. Casos como os do Arca, Parra, Bisque, Pils, Red Nose, Acento Coffee, Tact café ou Oyster & Margarita têm em comum o facto de pertencerem a russos, a grande maioria pessoas que deixaram o seu país após a invasão da Ucrânia. Outro denominador comum: são quase sempre conceitos internacionais que acompanham tendências, sejam restaurantes “novo bistrô”, bares de vinhos e/ou de cocktails ou cafés de especialidade. Mesmo que os nomes mencionados possam dizer pouco ao leitor, de um modo geral são lugares bem sucedidos, ou pelo menos muito frequentados. Basta passar por algum um e ver como está cheio de gente jovem, urbana, viajada e, em grande parte, estrangeira, sejam turistas ou residentes. Curiosamente (ou não), além do conceito, partilham características semelhantes com os estabelecimentos abertos por ucranianos, como o Heim, Seagull Method, Pomme Eatery, Kefi, The Capsule Lisbon ou The Layers.
Muitos destes espaços têm uma proposta qualitativa acima da média e embora a maioria não acrescente nada de muito excitante ao panorama gastronómico da cidade, há alguns que apresentam argumentos mais do que suficientes para merecerem uma atenção especial. É o caso do restaurante que vos apresento hoje, o Parra Wine Bistro: um local cuidado e informal, com uma cozinha com personalidade, cuidadosamente pensada para fazer a ligação com a óptima oferta de vinhos.
Situado na Rua da Esperança, na zona de Santos/Madragoa, o restaurante pertence a Artur Emashev e ao seu sócio Pavel Kokkov. Artur já tinha estado em Lisboa de férias e, quando a situação na Rússia começou a degradar-se, mudou-se com a família e começou a procurar um local onde pudesse concretizar o sonho de ter um espaço próprio dedicado à sua paixão pelo vinho. Porém, Artur Emashev não é apenas mais um enófilo com recursos que resolveu abrir um restaurante. Ele é um apaixonado por vinhos com quase duas décadas de experiência na restauração, onde, aliás, se cruzou com Artem Romanov, o chef de cozinha, que adquiriu experiência em restaurantes de São Petersburgo, Copenhaga e Amesterdão, e que desenhou com Artur o conceito da cozinha do Parra.
De facto, a comida não foi descurada; pelo contrário. Pensada para harmonizar com os vinhos, a carta conjuga uma oferta que se pode resumir em três áreas: uma mais de bar de vinhos, destinada a quem quer apenas beber uns copos, mas que serve igualmente como aperitivo de refeição principal, com queijos, charcutaria, anchovas da Cantábria, azeitonas e bom pão de massa mãe. Depois, há uma parte mais de bistro, com um toque diferenciado e pratos mais gulosos ou de conforto, como é o caso, por exemplo, dos croquetes de bochechas de porco, o tártaro de carne, o porco preto com endívias e uvas fumadas ou o pato com batata confitada. Por fim, algumas propostas apresentam um cunho mais autoral, e que vão e vêm de acordo com os produtos da estação. Aliás, além do cuidado no desenho da carta e na confecção, a qualidade e a sazonalidade do produto, maioritariamente local e com um ou outro estrangeiro diferenciado, foram outros aspectos, além da curadoria da parte vínica (claro), que me chamaram à atenção.
Pormenor da sala (foto DR)Balcão com vista para a cozinha
Mas vamos lá então à experiência, que até nem começou lá muito bem, mas foi resolvida com tato e boa vontade. Como habitualmente, reservei mesa de forma anónima, mas quando estávamos a caminho recebemos uma chamada a dizer que tinha havido um engano na marcação e só era possivel acolherem-nos numa mesa exterior ou no balcão. Quando chegámos, ficámos na dúvida se deveríamos ficar. É que embora estivesse um fim de tarde ameno, com a chegada da noite o tempo iria arrefecer e seria desconfortável jantar na rua. Por outro lado, o desenho do balcão pareceu-me mais para desenrascar uns lugares do que propriamente para acolher um cliente nas melhores condições. Com jeito, sem pressionarem, mas mostrando vontade de nos acolherem, convenceram-nos e lá optámos pela segunda hipótese, que não tendo sido a ideal em termos de comodidade foi melhor do que esperava e teve a sua vantagem: permitiu-nos um contacto mais próximo com a cozinha, onde o chef português Luís Pereira nos foi dando algumas explicações, e com o (um dos) sommeliers, o dinâmico italiano Angelo Bici.
Éramos dois e pedimos três entradas e dois pratos para dividir, iniciando a refeição com um dióspiro, com queijo taleggio e salva (na foto de cima). Estranhei a opção por um queijo semi-curado a acompanhar a versão mole e fresca do fruto, mas a verdade é que funcionou bem, com o queijo ligeiramente derretido a puxar pelo carácter mais outonal do prato, a que ajudou a compor, um agradável molho com laranja confitada. A sapateira recheada “melhorada” (também na foto de cima) fugia ao cânone do habitual das nossas marisqueiras, mas daí a ser designada como tal, pareceu-me algo exagerado. A carne do interior das pinças do crustáceo é colocada no interior do casco sendo depois recheada com uma mousse areada elaborada a partir do caldo reduzido das cascas (e eventualmente de outros mariscos). O resultado, em sabor, é bom, mas monótono em termos de textura.
Depois veio a proposta mais emblemática da casa, tão sexy e instagramável como saborosa, o tártaro de carne. Pensem em dois pedaços de brioche torrados e bem amanteigados com uma a uma camada de pedaços de carne de vaca crua temperada, outra de gema de ovo confitada e, por último, uma anchova do Cantábrico de bom calibre e qualidade. Tudo isto bem temperado, com umami à farta, e empratamento a clamar por um “clique”, uma boa nota artística e um “hmmmm” prolongado à primeira dentada. Dá para visualizar o assunto, não dá?
brioche, tártaro, gema de ovo e anchova
corvina, amêijoas e salicórnia
Porco preto alentejano, , endívias e uvas fumadas
figos, pudim de arroz e amêndoa
A fasquia continuou a subir com a proposta seguinte, corvina, ameijoas e salicórnia, um prato de ajoelhar e pedir por mais. Um naco alto do peixe fresquíssimo vinha cozinhado no ponto, tal como as ameijoas, também de qualidade superior. Havia ainda umas hastes de salicórnia a espevitar o conjunto, e um clássico molho de beurre blanc a ligar e a envolver tudo aquilo. Que prato!
Também a bom nível esteve a costeleta de porco alentejano, peça do lombo com alguma gordura a conferir suculência e sabor. Foi mais um prato de conforto, com um molho guloso e um bom contraste vegetal com um toque amargo dado por umas folhas de endívias.
A terminar tivemos uma sobremesa subtil, sem ser incrível, mas agradável: um arroz-doce cozido em leite de amêndoa com o fruto seco, figos e uma calda do mesmo.
Como referi antes, todos os pratos foram pensados para harmonizar, ou, diria mesmo, para puxar pelo vinho. E neste capítulo é importante ter noção que, com tanta escolha e propostas interessantes, a opção que fizer pode doer no bolso. Principalmente se a escolha for a copo – com mais de duas dezenas de opções – dado ser mais difícil controlar o entusiasmo e o preço, à medida que se vai querer provar mais este ou aquele vinho.
Os sommelieres Artur, Anna e Angelo (foto DR)
Porém, este é mesmo um paraíso para quem quer saltar fora da caixa ou dos rótulos mais usuais.
São cerca de 400 referências de várias partes do mundo, com destaque para Portugal, claro (35 a 40%), França (com ênfase em Champanhe, Borgonha, mas também em regiões de culto, como Jura ou o Loire), Itália e Espanha, quase todos de pequenos e médios produtores, uns desconhecidos, vários de culto, e a maioria de intervenção mínima ou natural.
A refeição foi acompanhada com uma série de vinhos a copo sugeridos pelo sommelier, que nos dava a provar aos pares para escolhermos um. Começámos com o Iberieli – Zurab Topuridze Rkatsiteli 2022, um âmbar georgiano, frutado, suave, com um toque salino e notas de damascos secos, tâmaras e mel, que acompanhou muito bem o dióspiro com o queijo tallegio e o tártaro. Depois tivemos para a sapateira e para o peixe, um surpreendente bical/maria gomes, mineral, fresco, com boa estrutura, de 2021, de Hipólito Carvalho (I.G. Beira atlântico); e, por fim, um tinto tenso e vibrante do Dão, o Euforia Mencia (jaen) de João Tavares de Pena (Dão) que ofereceu boa réplica ao prato de porco.
No que diz respeito ao serviço, de um modo geral, estiveram bem. O lapso na reserva foi resolvido com engenho, mostraram-se hospitaleiros, esforçaram-se na comunicação em português (a equipa é quase toda estrangeira) e o tempo entre a chegada dos pratos foi o adequado.
Com algum cuidado, não vá o entusiasmo poder provocar um rombo na carteira, diria que o Parra é um daqueles lugares que apetece recomendar e ir com frequência, pois é sem dúvida um lugar agradável e com valor acrescentado, não apenas para geeks do vinho, mas também para quem gosta de comer bem.
Cozinha:17; Sala:16.5; Vinhos:18
Preço médio (com vinho): 50/70 euros… Pela refeição descrita + água, e gratificação, pagou-se 160 euros (2 pessoas).
Horário: Quarta a segunda,17h-24h. Encerra à terça
Nota: esta crítica foi publicada inicialmente na Revista de Vinhos de Novembro 2024. Em Janeiro último voltei ao Parra, convidado por um casal amigo. Sem grandes alterações no menu, voltei a comer muito bem e a beber ainda melhor.
As fotos, com excepção das assinaladas com DR, são minhas e foram tiradas no momento.
Continuo a tentar acompanhar a vaga de novos restaurantes (e também cafés, bares de vinhos e de cocktails e afins) que têm surgido em Lisboa, nestes últimos anos. Mesmo para quem é do meio há uma parte do fenómeno que por vezes nos escapa e que tem a ver, sobretudo, com os espaços abertos por estrangeiros com recursos que elegeram Lisboa para morarem e encontraram na cidade uma oportunidade de negócio. São lugares de franceses, libaneses, brasileiros (embora neste caso, talvez a incidência actual seja mais em Cascais), ucranianos e russos. Casos como os do Arca, Parra, Bisque, Pils, Red Nose, Acento Coffee, Tact café ou Oyster & Margarita têm em comum o facto de pertencerem a russos, a grande maioria pessoas que deixaram o seu país após a invasão da Ucrânia. Outro denominador comum: são quase sempre conceitos internacionais que acompanham tendências, sejam restaurantes “novo bistrô”, bares de vinhos e/ou de cocktails ou cafés de especialidade. Mesmo que os nomes mencionados possam dizer pouco ao leitor, de um modo geral são lugares bem sucedidos, ou pelo menos muito frequentados. Basta passar por algum um e ver como está cheio de gente jovem, urbana, viajada e, em grande parte, estrangeira, sejam turistas ou residentes. Curiosamente (ou não), além do conceito, partilham características semelhantes com os estabelecimentos abertos por ucranianos, como o Heim, Seagull Method, Pomme Eatery, Kefi, The Capsule Lisbon ou The Layers.
Muitos destes espaços têm uma proposta qualitativa acima da média e embora a maioria não acrescente nada de muito excitante ao panorama gastronómico da cidade, há alguns que apresentam argumentos mais do que suficientes para merecerem uma atenção especial. É o caso do restaurante que vos apresento hoje, o Parra Wine Bistro: um local cuidado e informal, com uma cozinha com personalidade, cuidadosamente pensada para fazer a ligação com a óptima oferta de vinhos.
Situado na Rua da Esperança, na zona de Santos/Madragoa, o restaurante pertence a Artur Emashev e ao seu sócio Pavel Kokkov. Artur já tinha estado em Lisboa de férias e, quando a situação na Rússia começou a degradar-se, mudou-se com a família e começou a procurar um local onde pudesse concretizar o sonho de ter um espaço próprio dedicado à sua paixão pelo vinho. Porém, Artur Emashev não é apenas mais um enófilo com recursos que resolveu abrir um restaurante. Ele é um apaixonado por vinhos com quase duas décadas de experiência na restauração, onde, aliás, se cruzou com Artem Romanov, o chef de cozinha, que adquiriu experiência em restaurantes de São Petersburgo, Copenhaga e Amesterdão, e que desenhou com Artur o conceito da cozinha do Parra.
De facto, a comida não foi descurada; pelo contrário. Pensada para harmonizar com os vinhos, a carta conjuga uma oferta que se pode resumir em três áreas: uma mais de bar de vinhos, destinada a quem quer apenas beber uns copos, mas que serve igualmente como aperitivo de refeição principal, com queijos, charcutaria, anchovas da Cantábria, azeitonas e bom pão de massa mãe. Depois, há uma parte mais de bistro, com um toque diferenciado e pratos mais gulosos ou de conforto, como é o caso, por exemplo, dos croquetes de bochechas de porco, o tártaro de carne, o porco preto com endívias e uvas fumadas ou o pato com batata confitada. Por fim, algumas propostas apresentam um cunho mais autoral, e que vão e vêm de acordo com os produtos da estação. Aliás, além do cuidado no desenho da carta e na confecção, a qualidade e a sazonalidade do produto, maioritariamente local e com um ou outro estrangeiro diferenciado, foram outros aspectos, além da curadoria da parte vínica (claro), que me chamaram à atenção.
Mas vamos lá então à experiência, que até nem começou lá muito bem, mas foi resolvida com tato e boa vontade. Como habitualmente, reservei mesa de forma anónima, mas quando estávamos a caminho recebemos uma chamada a dizer que tinha havido um engano na marcação e só era possivel acolherem-nos numa mesa exterior ou no balcão. Quando chegámos, ficámos na dúvida se deveríamos ficar. É que embora estivesse um fim de tarde ameno, com a chegada da noite o tempo iria arrefecer e seria desconfortável jantar na rua. Por outro lado, o desenho do balcão pareceu-me mais para desenrascar uns lugares do que propriamente para acolher um cliente nas melhores condições. Com jeito, sem pressionarem, mas mostrando vontade de nos acolherem, convenceram-nos e lá optámos pela segunda hipótese, que não tendo sido a ideal em termos de comodidade foi melhor do que esperava e teve a sua vantagem: permitiu-nos um contacto mais próximo com a cozinha, onde o chef português Luís Pereira nos foi dando algumas explicações, e com o (um dos) sommeliers, o dinâmico italiano Angelo Bici.
Éramos dois e pedimos três entradas e dois pratos para dividir, iniciando a refeição com um dióspiro, com queijo taleggio e salva (na foto de cima). Estranhei a opção por um queijo semi-curado a acompanhar a versão mole e fresca do fruto, mas a verdade é que funcionou bem, com o queijo ligeiramente derretido a puxar pelo carácter mais outonal do prato, a que ajudou a compor, um agradável molho com laranja confitada. A sapateira recheada “melhorada” (também na foto de cima) fugia ao cânone do habitual das nossas marisqueiras, mas daí a ser designada como tal, pareceu-me algo exagerado. A carne do interior das pinças do crustáceo é colocada no interior do casco sendo depois recheada com uma mousse areada elaborada a partir do caldo reduzido das cascas (e eventualmente de outros mariscos). O resultado, em sabor, é bom, mas monótono em termos de textura.
Depois veio a proposta mais emblemática da casa, tão sexy e instagramável como saborosa, o tártaro de carne. Pensem em dois pedaços de brioche torrados e bem amanteigados com uma a uma camada de pedaços de carne de vaca crua temperada, outra de gema de ovo confitada e, por último, uma anchova do Cantábrico de bom calibre e qualidade. Tudo isto bem temperado, com umami à farta, e empratamento a clamar por um “clique”, uma boa nota artística e um “hmmmm” prolongado à primeira dentada. Dá para visualizar o assunto, não dá?
A fasquia continuou a subir com a proposta seguinte, corvina, ameijoas e salicórnia, um prato de ajoelhar e pedir por mais. Um naco alto do peixe fresquíssimo vinha cozinhado no ponto, tal como as ameijoas, também de qualidade superior. Havia ainda umas hastes de salicórnia a espevitar o conjunto, e um clássico molho de beurre blanc a ligar e a envolver tudo aquilo. Que prato!
Também a bom nível esteve a costeleta de porco alentejano, peça do lombo com alguma gordura a conferir suculência e sabor. Foi mais um prato de conforto, com um molho guloso e um bom contraste vegetal com um toque amargo dado por umas folhas de endívias.
A terminar tivemos uma sobremesa subtil, sem ser incrível, mas agradável: um arroz-doce cozido em leite de amêndoa com o fruto seco, figos e uma calda do mesmo.
Como referi antes, todos os pratos foram pensados para harmonizar, ou, diria mesmo, para puxar pelo vinho. E neste capítulo é importante ter noção que, com tanta escolha e propostas interessantes, a opção que fizer pode doer no bolso. Principalmente se a escolha for a copo – com mais de duas dezenas de opções – dado ser mais difícil controlar o entusiasmo e o preço, à medida que se vai querer provar mais este ou aquele vinho.
Porém, este é mesmo um paraíso para quem quer saltar fora da caixa ou dos rótulos mais usuais.
São cerca de 400 referências de várias partes do mundo, com destaque para Portugal, claro (35 a 40%), França (com ênfase em Champanhe, Borgonha, mas também em regiões de culto, como Jura ou o Loire), Itália e Espanha, quase todos de pequenos e médios produtores, uns desconhecidos, vários de culto, e a maioria de intervenção mínima ou natural.
A refeição foi acompanhada com uma série de vinhos a copo sugeridos pelo sommelier, que nos dava a provar aos pares para escolhermos um. Começámos com o Iberieli – Zurab Topuridze Rkatsiteli 2022, um âmbar georgiano, frutado, suave, com um toque salino e notas de damascos secos, tâmaras e mel, que acompanhou muito bem o dióspiro com o queijo tallegio e o tártaro. Depois tivemos para a sapateira e para o peixe, um surpreendente bical/maria gomes, mineral, fresco, com boa estrutura, de 2021, de Hipólito Carvalho (I.G. Beira atlântico); e, por fim, um tinto tenso e vibrante do Dão, o Euforia Mencia (jaen) de João Tavares de Pena (Dão) que ofereceu boa réplica ao prato de porco.
No que diz respeito ao serviço, de um modo geral, estiveram bem. O lapso na reserva foi resolvido com engenho, mostraram-se hospitaleiros, esforçaram-se na comunicação em português (a equipa é quase toda estrangeira) e o tempo entre a chegada dos pratos foi o adequado.
Com algum cuidado, não vá o entusiasmo poder provocar um rombo na carteira, diria que o Parra é um daqueles lugares que apetece recomendar e ir com frequência, pois é sem dúvida um lugar agradável e com valor acrescentado, não apenas para geeks do vinho, mas também para quem gosta de comer bem.
Cozinha:17; Sala:16.5; Vinhos:18
Preço médio (com vinho): 50/70 euros… Pela refeição descrita + água, e gratificação, pagou-se 160 euros (2 pessoas).
Rua da Esperança 72, 1200-658 Lisboa | Tel: 965 803 145
Horário: Quarta a segunda,17h-24h. Encerra à terça
Nota: esta crítica foi publicada inicialmente na Revista de Vinhos de Novembro 2024. Em Janeiro último voltei ao Parra, convidado por um casal amigo. Sem grandes alterações no menu, voltei a comer muito bem e a beber ainda melhor.
As fotos, com excepção das assinaladas com DR, são minhas e foram tiradas no momento.
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