Recém-chegado do Dubai, onde detém o restaurante Tasca, José Avillez prepara-se para reabrir os seus restaurantes portugueses no próximo dia 19 de Abril, conforme o plano de desconfinamento previsto pelas autoridades, embora ainda que esteja com receios sobre a evolução da pandemia em Portugal. “No Dubai, sendo uma região já com elevadas taxas de vacinação, as coisas estão a funcionar muito bem. Há até uma certa explosão do consumo e a Tasca esteve mais cheia do que nunca, o que nos dá esperança sobre o que vai acontecer aqui quando ultrapassarmos a pandemia”, disse José Avillez ao Mesa Marcada. No entanto, como esse momento ainda parece muito incerto, ele também afirma que no seu grupo se está a pensar mais em 2022 do que no Verão de 2021.
Belcanto, Cantinho do Avillez (duas unidades em Lisboa, no Chiado e no Parque das Nações, uma no Porto e outra em Cascais) e Bairro do Avillez, também no Chiado, onde estão agora incorporados o Mini-Bar e Pizza Lisboa – além do Páteo (na foto) e da Taberna, que já lá estavam – deverão abrir já no dia 19, embora o Cantinho do Avillez do Chiado possa ser adiado para 3 de Maio, quando está previsto que terminem as restrições que obrigam os restaurantes as fechar aos fins de semana a partir das 13h. “Vamos reabrir, mas o fecho aos fins de semana é – sem contar com o Belcanto, que vai ter apenas 30 lugares – muito mau para os nossos restaurantes que funcionam sete dias por semana, representando uma quebra de facturação entre os 50% e os 60%”, sublinha. O Canto, onde funcionava o antigo Belcanto, antes de este se mudar para o espaço do antigo Largo, deverá reabrir em Maio, com novo conceito, ainda por revelar. Quanto a novos projectos, está tudo em “águas de bacalhau”, nomeadamente o restaurante do Guincho.
O grupo, segundo José Avillez, não teve que fazer despedimentos, mas houve contratos que não foram renovados, até porque vários restaurantes encerraram definitivamente (Mini-Bar, no Porto, Café Lisboa, Rei da China, Casa dos Prazeres, Cantina Peruana), mas ele considera que é uma questão de tempo até voltarem a contratar. O chefe, que encerrou até o take-away na pior fase da pandemia, em Janeiro, também passou por um momento difícil quando ele próprio foi infectado pelo Covid-19 na segunda metade desse mês. “Felizmente, nunca precisei de ser hospitalizado, mas tive muita febre e muita tosse, além de outros sintomas típicos. Só o olfacto e o paladar é que não foram afectados. É bom sinal””, conclui José Avillez.
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Recém-chegado do Dubai, onde detém o restaurante Tasca, José Avillez prepara-se para reabrir os seus restaurantes portugueses no próximo dia 19 de Abril, conforme o plano de desconfinamento previsto pelas autoridades, embora ainda que esteja com receios sobre a evolução da pandemia em Portugal. “No Dubai, sendo uma região já com elevadas taxas de vacinação, as coisas estão a funcionar muito bem. Há até uma certa explosão do consumo e a Tasca esteve mais cheia do que nunca, o que nos dá esperança sobre o que vai acontecer aqui quando ultrapassarmos a pandemia”, disse José Avillez ao Mesa Marcada. No entanto, como esse momento ainda parece muito incerto, ele também afirma que no seu grupo se está a pensar mais em 2022 do que no Verão de 2021.
Belcanto, Cantinho do Avillez (duas unidades em Lisboa, no Chiado e no Parque das Nações, uma no Porto e outra em Cascais) e Bairro do Avillez, também no Chiado, onde estão agora incorporados o Mini-Bar e Pizza Lisboa – além do Páteo (na foto) e da Taberna, que já lá estavam – deverão abrir já no dia 19, embora o Cantinho do Avillez do Chiado possa ser adiado para 3 de Maio, quando está previsto que terminem as restrições que obrigam os restaurantes as fechar aos fins de semana a partir das 13h. “Vamos reabrir, mas o fecho aos fins de semana é – sem contar com o Belcanto, que vai ter apenas 30 lugares – muito mau para os nossos restaurantes que funcionam sete dias por semana, representando uma quebra de facturação entre os 50% e os 60%”, sublinha. O Canto, onde funcionava o antigo Belcanto, antes de este se mudar para o espaço do antigo Largo, deverá reabrir em Maio, com novo conceito, ainda por revelar. Quanto a novos projectos, está tudo em “águas de bacalhau”, nomeadamente o restaurante do Guincho.
O grupo, segundo José Avillez, não teve que fazer despedimentos, mas houve contratos que não foram renovados, até porque vários restaurantes encerraram definitivamente (Mini-Bar, no Porto, Café Lisboa, Rei da China, Casa dos Prazeres, Cantina Peruana), mas ele considera que é uma questão de tempo até voltarem a contratar. O chefe, que encerrou até o take-away na pior fase da pandemia, em Janeiro, também passou por um momento difícil quando ele próprio foi infectado pelo Covid-19 na segunda metade desse mês. “Felizmente, nunca precisei de ser hospitalizado, mas tive muita febre e muita tosse, além de outros sintomas típicos. Só o olfacto e o paladar é que não foram afectados. É bom sinal””, conclui José Avillez.
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