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17 Chefs portugueses brilham no The Best Chefs Awards 2025 (Rasmus Munk de novo em 1º lugar)

The Best Chefs Awards 2025: Portugal reforça a presença global com 16 chefs distinguidos. José Avillez e Hans Neuner mantêm 3 facas, Dieter Koschina sobe para 2 e 3 novos nomes entram na elite. Veja a lista completa.

A alta cozinha portuguesa reforça a sua presença no mapa global. Os resultados do The Best Chefs Awards 2025, anunciados esta quarta-feira em Milão, trouxeram 17 chefs de restaurantes nacionais para a lista de distinguidos no sistema de “facas” (knives). O número representa uma subida face aos 13 de 2024, sinal do dinamismo e da crescente visibilidade da cena culinária portuguesa.

O modelo de classificação — alterado em 2024, aproximando-se do sistema de estrelas Michelin, mas aqui traduzido em uma, duas e três facas — pretende refletir níveis distintos de excelência internacional. Entre os portugueses, a distribuição ficou assim:

🔪🔪🔪 Três Facas: O Topo Mantido

O mais alto patamar da excelência (“The Best”) permanece com os mesmos dois nomes maiores da gastronomia em Portugal:

  • Hans Neuner (Ocean, Porches)
  • José Avillez (Belcanto, Lisboa)

🔪🔪 Duas Facas: A Classe Mundial

A categoria “World-Class” soma agora seis representantes portugueses, graças à subida de Dieter Koschina :

  • Dieter Koschina (Vila Joya, Albufeira), que sobe de uma para duas facas.
  • Henrique Sá Pessoa (Alma, Lisboa)
  • João Oliveira (Vista, Portimão)
  • Vasco Coelho dos Santos (Euskalduna, Porto)
  • Pedro Pena Bastos, (Ex-Cura e actual Broto, Lisboa)
  • Ricardo Costa (The Yeatman, Vila Nova de Gaia)

🔪 Uma Faca: A Vitalidade da Cena Nacional

A categoria de “Excellent” cresce também em 2025, contando agora com nove nomes, incluindo três novas entradas de peso:

  • Pedro Lemos (Pedro Lemos, Porto)
  • Alexandre Silva (Loco, Lisboa)
  • Rui Silvestre (Fifty Seconds, Lisboa)
  • Diogo Formiga (Encanto)

A estes juntam-se os repetentes:

  • Carlos Teixeira (Esporão, Reguengos de Monsaraz)
  • George McLeod (SEM, Lisboa)
  • Marlene Vieira (Marlene, Lisboa)
  • Vítor Matos (Antiqvvm, Porto)
  • Rui Paula (Casa de Chá da Boa Nova, Leça da Palmeira)

O retrato global é de uma cena gastronómica vibrante, que não só confirma nomes estabelecidos como vê surgir ou consolidar novos protagonistas.

O Palco Internacional: Rasmus Munk de Novo no Topo

Apesar do nosso foco nacional, o destaque internacional vai novamente para Rasmus Munk, chef do Alchemist (Copenhaga), que repete a vitória de 2024 (o sistema manteve o sistema de ranking para os três primeiros lugares) e reafirma a sua posição como figura central da vanguarda culinária mundial.

O pódio completou-se com Ana Roš – Hiša Franko, Slovenia, em segundo lugar e Himanshu Saini – Trèsind Studio, UAE, em terceiro.

Foram ainda anunciados prémios especiais: Andoni Luis Aduriz (Mugaritz, Espanha) recebeu o Legend AwardMitsuharu Tsumura (Maido, Peru) foi distinguido com o Science AwardSahar Parham Al Awadhi (Dubai) venceu o Pastry AwardFlorencia Courreges (Féret, Argentina) conquistou o Rising Star AwardTonny Botto (Itália) levou o Art AwardVicky Lau (Tate Dining Room, Hong Kong) recebeu o City Gourmet Award e Virgilio Martínez (Central, Peru) foi distinguido com o Sustainability Award.

Nota: Artigo escrito em parceria com a jornalista Gisele Rech, presente na gala The Best Chef Awards, em Milão

Actualização: o artigo foi actualizado para incluir Diogo Formiga, com uma “uma faca”, depois da organização se ter apercebido do lapso e lhe ter atribuído a distinção uma semana após a cerimónia de revelação.


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