Notas prémios

Já são conhecidos os resultados dos prémios Mesa Marcada 2021

Acabou há momentos a cerimónia da 13ª edição dos prémios Mesa Marcada, que à imagem do ocorrido ano passado, devido à pandemia, se realizou em versão digital com transmissão em streaming, via You Tube/Mesa Marcada. O vencedor da noite foi de novo João Rodrigues que voltou a ser, pelo 6º ano consecutivo, o Nº1 nas categorias de Chefes e de Restaurantes, com o Feitoria.

Também no que diz respeito ao Prémio Especial César Castro Mesa Diária, que premeia o melhor restaurante do dia-a-dia, o vencedor foi de novo restaurante lisboeta O Velho Eurico, liderado por Zé Paulo Rocha, que superou a pontuação do Prado Mercearia e do Tati, que se lhe seguiram na classificação. Já quanto ao novo Prémio Especial Bom SucessoLoja Gastronómica de 2021, o título foi arrebatado pela Comida Independente (Lisboa) que superou a concorrência dos “lobbies” do pão (Isco – Pão e Vinho, The Millstone Sourdough e Gleba) e do queijo (A Queijaria).  

Apesar de ter sido de novo um ano de constrangimentos e do balde de água fria com o surgimento da nova variante de covid 19 no final último trimestre, 2021 foi um ano diferente e isso espelhou-se na participação do júri. Assim, tivemos 237 votantes (+27 do que na edição passada), a maior participação de sempre na lista que deu origem a estes prémios. A sua composição, como sempre, foi constituída por jornalistas, bloggers, gastrónomos, chefes de cozinha e outras profissões do meio gastronómico e da restauração. E, como é habitual, houve novos nomes e outros que regressaram, 80 no total, mas também 53 que decidiram este ano não votar. Esta rejuvenescimento do júri fez com que o peso da grande Lisboa descesse de 69% para 63%. 

Nos prémios que resultam da votação de um júri específico e restrito, o Prémio Especial Chefe de Pastelaria 2021 foi para Carlos Fernandes, do Hotel Azor (Ponta Delgada). Numa votação em que participaram 28 elementos do júri, maioritariamente profissionais de pastelaria, mas também clientes, jornalistas e um ou outro chefe de cozinha, todos com uma característica em comum: o gosto particular por este lado doce da vida.  

Por sua vez, o Prémio Especial S. Pellegrino/Acqua Panna Escanção do Ano foi para Nádia Desidério, do Belcanto, que reuniu o maior número de pareceres do painel de 37 votantes, composto em grande parte por escanções, mas que incluiu também jornalistas, clientes, produtores e outros profissionais ligados aos vinhos e à restauração.

Já o Prémio Especial Quinta dos Carvalhais Serviço de Sala do Ano foi para o Arkhe, em Lisboa, e para a equipa comandada por Alejandro Chávarro, após deliberação dos 20 votantes, do qual fizeram parte, sobretudo, profissionais de sala de restaurantes, bem como proprietários, directores e gastrónomos que os frequentam. 

Além da Loja Gastronómica do Ano, este ano, tivemos mais duas novas distinções eleitas por um júri restrito: o Prémio Especial Restaurante Clássico do Ano (cujo o painel foi o mesmo do prémio Carreira, de que falaremos mais adiante), onde só poderiam ser votados estabelecimentos com um mínimo de 25 anos de vida e do qual saiu vencedor a Adega de São Nicolau, no Porto; e o Prémio Especial Empresário de Restauração do Ano, que foi para Vasco Coelho Santos, líder do Grupo Euskalduna, também do Porto – eleito pelo mesmo júri foi do Prémio Serviço de Sala).

Das votações para a lista dos “10 Restaurantes e 10 Chefes Preferidos do Mesa Marcada 2021”, que como referimos no inicio, teve a participação de um júri de 237 votantes, nesta edição), foram revelados ainda outros prémios: 

O reposicionamento do conceito do restaurante Ó Balcão, em Santarém, valeu ao chef proprietário Rodrigo Castelo a subida de 30 lugares na lista – de 42º para 12º), o que o levou a conquistar o Prémio Especial Estrella Damm Destaque do Ano. De igual modo, foi atribuído ao chefe Lucas Azevedo, da Barra de Sushi – Praia no Parque (Lisboa), o Prémio Especial Makro Chefe Revelação do Ano por ter sido um dos chefes de cozinha presente em lugares cimeiros que mais posições subiu no ranking. Passou de 24º para 12º lugar. 

Já no que diz respeito aos restaurantes que abriram em 2021, o projecto focado na sustentabilidade Sem, de Lara Espirito Santo e George Mcload, em Lisboa, foi o melhor classificado, em 17º, e por isso, viu ser-lhe atribuído o Prémio Especial Graham’s Restaurante Novo do Ano

De referir ainda em relação ao Top 10, o desempenho na lista do Arkhe, que subiu 3 posições, de 9º para 6º, e do regresso a posições mais cimeiras do Alma: 9º lugar (subiu também três lugares) e do Belcanto, que subiu de 6º para 4º lugar. De igual modo, nos chefes, destacaram-se ainda nos “10 Preferidos” o chef do Arkhe, João Ricardo Alves, que subiu de 16º para 10º lugar.

Ainda antes de terminarmos o ano, tínhamos divulgado três dos treze prémios especiais pelo que coube, agora, nacerimónia, dar-lhes o devido reconhecimento e revelar quem neles votou.

Prémio Maria José Macedo – Produtor do Ano, foi para as Farinhas Paulino Horta (Alenquer) e o Prémio Especial Cutipol Carreira para o portuense Miguel Castro Silva, a quem muito a cozinha contemporânea portuguesa lhe deve. Esta escolha (tal como a de restaurante Clássico do ano) resultou de painel de júri muito particular: como habitualmente, foram apenas convidados a votar os vencedores dos Top 10 dos últimos cinco anos e também os que arrecadaram prémios especiais. Foram no total 22 votantes: Alexandre Silva, André Lança Cordeiro, André Magalhães, António Bóia, António Galapito, Carlos Afonso, Carlos de Albuquerque Teixeira, Filipe Carvalho, Hans Neuner, Henrique Sá Pessoa, Joachim Koerper, João Oliveira, João Rodrigues, José Avillez, Leonel Pereira, Marlene Vieira, Pedro Pena Bastos, Ricardo Costa, Rodrigo Castelo, Vasco Coelho Santos, Vítor Sobral e Zé Pedro Rocha.

Por último, mas não menos importante, pelo contrário, foi também destacado na cerimónia outra das distinções antecipadas: o Prémio Especial Sustentabilidade Studioneves, realizado em parceria com esta empresa de cerâmica de autor e com a consultora especializada em sustentabilidade Grab a Doughnut. Este ano, além da análise das respostas aum inquérito, os concorrentes que passaram à short list foram visitados no local e tiveram de mostrar comprovativos das acçoes de sustentabilidade tomadas. Entre os concorrentes o Craveiral Farm Table, de Alexandre Silva, em São Teotónio (Alentejo), viria a ser o vencedor, tendo sido atribuido ainda menções honrosas aos restaurantes Sem (Lisboa), Vale Abrão – Douro Six Senses e Sem Porta – Sublime Comporta.

Agradecimentos: 

O Mesa Marcada agradece a todos aos votantes, a todos os que assistiram à transmissão ou estiveram presentes via Zoom, bem como aos parceiros que tornaram possível mais esta edição: os patrocinadores principais Estrella Damm Cutipol, os patrocinadores dos prémios especiais, Symington (Porto Graham’s), MakroCésar Castro, S. Pellegrino / Aqua Panna (e ao seu importador Vinalda), Arroz Bom Sucesso e Quinta dos Carvalhais. 

Um agradecimento muito especial, também, à Magalu (Lu, Luiza e Frederico Trajano e à equipa de produção interna e da Atmosfera Digital, coordenada por Tiago Augusto, Monalisa Barbosa e Suzana Souza: Fellipe Scerveninas Machado, Ricardo Viotti, Maurício Carvalho, Gil Mosolino, Gustavo Farrath, Augusto Corona, Samuquinha Alves, João Yamamoto e Gabriele Del Rey) pela produção e cedência do estúdio. 

A finalizar o nosso agradecimento muito especial, também, à nossa designer Cristina Gomes, por todo o trabalho de arte e criação, ao nosso “parceiro de crime”, Rafael Tonon, e, igualmente, à agência de comunicação, O Apartamento – Armando Ribeiro, Inês Matos Andrade, Teresa Roque de Pinho e Vera Abecassis.

NOTA: Aceda à lista global com os 360 restaurantes e mais de 261 chefes votados, bem como a composição do painel alargado do júri: AQUI

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Farinhas Paulino Horta vence Prémio Maria José Macedo – Produtor do Ano 2021

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Co-autor do Mesa Marcada. Escreve sobre gastronomia no Público, Revista de Vinhos (crítica gastronómica) e em títulos internacionais como Cook Inc (Itália), Eater.com (EUA) e Gula (Brasil). É autor do livro “Lisboa à Mesa - Guia onde Comer. Onde Comprar”, com edições em português, inglês e espanhol (na Planeta).

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