Foi expulso de todas as escolas onde andou e, à sexta vez, a mãe fartou-se e mandou-o trabalhar. Foi desempenhar uma função que hoje já não existe, a de inspector de publicidade em cinemas, para verificar se os anúncios eram exibidos de forma correcta, se as luzes estavam acesas ou apagadas, a atenção com que os espectadores os viam, etc. Tinha 17 anos, não ganhava nada, mas tinha acesso gratuito a todos os cinemas. “Foram seis meses em que aprendi muito vendo filmes. Aprendi como contar uma história”, recorda Gonçalo Castel-Branco, nascido em Lisboa há 43 anos, hoje responsável pela LOHAD, que organiza eventos como o Chefs on Fire, no Estoril (vencedor do Prémio Especial Nutrifresco Evento Gastronómico do Ano em 2022 e 2023 dos prémios Mesa Marcada), e criou o The Presidential, o comboio que percorria o Douro levando a bordo conceituados chefes portugueses, explorando ainda, o The House, no bairro de Belém, onde decorrem várias iniciativas geralmente ligadas à gastronomia.
Depois dessa primeira experiência como inspector de publicidade, vieram muitos interesses e actividades, desde o próprio cinema e anúncios publicitários até um curso profissional de Marketing e Publicidade deixado por concluir por duas disciplinas. Entre essas várias experiências, trabalhou na empresa de comunicação e design Brandia e na SIC (dava ideias para programas) e em política, sendo responsável pela comunicação digital do governo Passos Coelho e participando, nos EUA, nas campanhas de Obama e de Hillary Clinton.
Neste seu acidentado percurso, os eventos – ou “experiências”, como prefere – foram sempre olhados com atenção, mas só se tornariam uma realidade na sua vida em 2016 com a criação do The Presidential (inspirado por uma travessia ferroviária dos EUA) e, em 2018, o Chefs on Fire. Porém, o interesse pela gastronomia já era anterior. “Sempre gostei de cozinhar e de receber pessoas em casa, mas a cozinha para mim é como tocar piano, é apenas para fazer felizes os convidados”, afirma. Por isso, criou um “supper club” em casa, o 28A. “No início, não levei muito a sério, mas depois, para meu espanto, fomos capa da Time Out e, no espaço de uma semana, ficámos com reservas para um ano”, explica. Ao fim desse ano, com a casa permanentemente ocupada, achou que já bastava e, numa visita à irmã, no Alentejo, durante a qual, para sua surpresa, descobriu que tinha que cozinhar para 60 pessoas, decidiu que o melhor era fazer uma fogueira numa cova no chão e pendurar umas pernas de borrego e outras coisas nos ramos de uma árvore vizinha. Não só correu muito bem como lhe deu a ideia de criar o Chefs on Fire, hoje um festival anual de grande êxito, cujo conceito já começa a ser “exportado”.
E não se pense que Gonçalo Castel-Branco vai ficar por aqui, ninguém se espante se surgirem, muito em breve, mais projectos originais da sua autoria, “sempre com uma história para contar”. É este o entrevistado deste Menu de Interrogação, que conta com o patrocínio da cerveja Estrella Damm, no âmbito do seu apoio à gastronomia.
Das várias ideias de eventos que chegou a anunciar e que por alguma razão não se realizaram, qual a que mais lamenta e qual a que hoje diz: “ufa, ainda bem que não foi possível”?
Difícil responder, em primeiro lugar porque tenho poucas ideias que não se realizaram, só ideias que “ainda” não se realizaram – e que, portanto, continuam no segredo necessário para um dia as fazer. Mas se tivesse de escolher uma que dificilmente acontecerá e que tenho pena, talvez o Vintage – o primeiro comboio hotel em Portugal, um “Orient Express” que corria o país inteiro e que foi interrompido a meio do desenvolvimento pelo então Ministro das Infraestruturas porque “não queria um comboio para ricos em Portugal”.
Dos que digo “ainda bem que não foi possível” tenho a sorte de não ter nenhum (ainda) e ficaria feliz se me reformasse sem o ter. Prefiro sempre fazer a não fazer, mesmo quando corre mal. Acho que se aprende muito a falhar, quase sempre mais do que quando temos sucesso – passando o cliché.
O Chefs on Fire é realizado desde 2018 com grande êxito
A sorte protege os audazes ou ter sorte dá muito trabalho?
Ambas. Sou grande fã da escola “50% of sucess is showing up” e acredito que a sorte se faz, mas também sei que se pode fazer tudo certo e o resultado ser mau. E o inverso também. Não podendo controlar tudo, acho que o melhor que podemos fazer é estar pronto para ter sorte e estar preparado para quando não a tens.
Se chegarem ao pé de si e lhe disserem: “tem aqui um milhão de euros. Organize um evento completamente ‘fora da caixa’ que ponha definitivamente Portugal no mapa dos grandes eventos mundiais de gastronomia.” O que é que lhe passaria pela cabeça organizar?
Felizmente tenho algumas ideias nessa “gaveta”, e, portanto, não as posso revelar (senão alguém as rouba e já não valem um milhão). Mas, enquanto essas não saem do forno, diria que continuava a investir no Chefs on Fire, que (sem falsa modéstia) é cada vez mais um forte candidato a ocupar esse espaço.
Gonçalo Castel-Branco gosta de cozinhar e tocar piano apenas “para fazer felizes os convidados”
Acha que os chefes actuais, portugueses e estrangeiros, dedicam demasiado tempo a eventos e viagens prejudicando os seus restaurantes com estas ausências?
Por outro lado, a pergunta sugere que o restaurante é a unidade de medida principal do trabalho de um chefe – o que acho que é uma visão desactualizada do mercado da gastronomia. Restaurantes, eventos, programas, conferências, todas estas vertentes contribuem para o legado que cada chefe quer deixar e todas elas são importantes. Dito isto, acho que os chefes estão cada vez mais selectivos em relação aos eventos em que participam, e ainda bem, mas é inegável que os eventos e viagens contribuem de forma decisiva para a cultura, network e visão gastronómica de um chefe – não só porque os fazem interagir com formatos e pessoas diferentes do seu dia a dia, como muitas vezes os obrigam a usar técnicas (e escala) que simplesmente não é possível num restaurante.
Patrocínio:
Indique três restaurantes portugueses que ainda não conhece e que estão no topo das suas prioridades.
Muitas pessoas ficariam chocadas, mas a lista de restaurantes portugueses a que nunca fui simplesmente porque são fora do meu orçamento é enorme. Belcanto, Loco, 50 Seconds, etc etc. A essa lista de estrelados acrescentava os que não consegui ir ainda por distância – o Fago, o Ma e o Austa.
E três restaurantes noutros países?
Alchemist, Diverxo, Noma.
The Presidential, o primeiro evento gastronómico de grand visibilidade criado por Gonçalo Castel-Branco
As agências e os departamentos de comunicação e marketing são hoje essenciais para o êxito de um restaurante ou o “boca-a-boca” é mais importante?
São essenciais em momentos diferentes – uma boa agência diz-nos que o restaurante existe, a boca-a-boca diz-nos se vale a pena lá ir. Na Lohad tentamos olhar para estes temas de forma integrada, como uma boa história, e olhar para cada momento e plataforma como um capitulo necessário na história que estamos a tentar contar. Dito isto, e porque a minha interação com os restaurantes e chefes é orientada para eventos, diria que uma boa agência (ou equipa) é essencial para garantir processos profissionais – quantos chefes não são convidados para os nossos eventos porque não respondem a emails e telefones ou porque não cumprem prazos. Ser chefe é uma profissão tremendamente exigente e ter uma equipa profissional à volta é sempre uma mais valia.
Cozinha portuguesa x cozinha internacional, tradição x modernidade, à la carte x menu degustação, sustentável x “estou-me nas tintas”, saudável x “quero lá saber” … Alguma destas oposições faz sentido para si quando escolhe um restaurante?
Não. Para mim comida é prazer e aquilo que me dá prazer hoje e amanhã pode ser diferente. Obviamente que tenho gostos estabelecidos – hoje em dia sou muito mais casual do que fine dining, por exemplo, e fujo a sete pés de um pairing de vinhos – mas sou muito eclético e gosto de deixar espaço para me surpreender.
Dito isto, quando estou a desenhar experiências para outras pessoas, tento fazê-lo de forma mais intencional, vincando mais os temas que acho que são mais importantes de dar palco ou fugindo daqueles em que acho que sinto que não vou saber acrescentar valor.
Qual a cozinha que gostaria que estivesse melhor representada em Portugal?
Mexicana – acho das gastronomias mais interessantes do mundo e só agora começo a sentir que em Portugal começamos a ter oferta mais interessante (do qual são exemplos o Izcalli e o Boca Linda, por exemplo).
E a pergunta da praxe: qual seria a sua última refeição se soubesse que o mundo acabaria amanhã?
Foi expulso de todas as escolas onde andou e, à sexta vez, a mãe fartou-se e mandou-o trabalhar. Foi desempenhar uma função que hoje já não existe, a de inspector de publicidade em cinemas, para verificar se os anúncios eram exibidos de forma correcta, se as luzes estavam acesas ou apagadas, a atenção com que os espectadores os viam, etc. Tinha 17 anos, não ganhava nada, mas tinha acesso gratuito a todos os cinemas. “Foram seis meses em que aprendi muito vendo filmes. Aprendi como contar uma história”, recorda Gonçalo Castel-Branco, nascido em Lisboa há 43 anos, hoje responsável pela LOHAD, que organiza eventos como o Chefs on Fire, no Estoril (vencedor do Prémio Especial Nutrifresco Evento Gastronómico do Ano em 2022 e 2023 dos prémios Mesa Marcada), e criou o The Presidential, o comboio que percorria o Douro levando a bordo conceituados chefes portugueses, explorando ainda, o The House, no bairro de Belém, onde decorrem várias iniciativas geralmente ligadas à gastronomia.
Depois dessa primeira experiência como inspector de publicidade, vieram muitos interesses e actividades, desde o próprio cinema e anúncios publicitários até um curso profissional de Marketing e Publicidade deixado por concluir por duas disciplinas. Entre essas várias experiências, trabalhou na empresa de comunicação e design Brandia e na SIC (dava ideias para programas) e em política, sendo responsável pela comunicação digital do governo Passos Coelho e participando, nos EUA, nas campanhas de Obama e de Hillary Clinton.
Neste seu acidentado percurso, os eventos – ou “experiências”, como prefere – foram sempre olhados com atenção, mas só se tornariam uma realidade na sua vida em 2016 com a criação do The Presidential (inspirado por uma travessia ferroviária dos EUA) e, em 2018, o Chefs on Fire. Porém, o interesse pela gastronomia já era anterior. “Sempre gostei de cozinhar e de receber pessoas em casa, mas a cozinha para mim é como tocar piano, é apenas para fazer felizes os convidados”, afirma. Por isso, criou um “supper club” em casa, o 28A. “No início, não levei muito a sério, mas depois, para meu espanto, fomos capa da Time Out e, no espaço de uma semana, ficámos com reservas para um ano”, explica. Ao fim desse ano, com a casa permanentemente ocupada, achou que já bastava e, numa visita à irmã, no Alentejo, durante a qual, para sua surpresa, descobriu que tinha que cozinhar para 60 pessoas, decidiu que o melhor era fazer uma fogueira numa cova no chão e pendurar umas pernas de borrego e outras coisas nos ramos de uma árvore vizinha. Não só correu muito bem como lhe deu a ideia de criar o Chefs on Fire, hoje um festival anual de grande êxito, cujo conceito já começa a ser “exportado”.
E não se pense que Gonçalo Castel-Branco vai ficar por aqui, ninguém se espante se surgirem, muito em breve, mais projectos originais da sua autoria, “sempre com uma história para contar”. É este o entrevistado deste Menu de Interrogação, que conta com o patrocínio da cerveja Estrella Damm, no âmbito do seu apoio à gastronomia.
Das várias ideias de eventos que chegou a anunciar e que por alguma razão não se realizaram, qual a que mais lamenta e qual a que hoje diz: “ufa, ainda bem que não foi possível”?
Difícil responder, em primeiro lugar porque tenho poucas ideias que não se realizaram, só ideias que “ainda” não se realizaram – e que, portanto, continuam no segredo necessário para um dia as fazer. Mas se tivesse de escolher uma que dificilmente acontecerá e que tenho pena, talvez o Vintage – o primeiro comboio hotel em Portugal, um “Orient Express” que corria o país inteiro e que foi interrompido a meio do desenvolvimento pelo então Ministro das Infraestruturas porque “não queria um comboio para ricos em Portugal”.
Dos que digo “ainda bem que não foi possível” tenho a sorte de não ter nenhum (ainda) e ficaria feliz se me reformasse sem o ter. Prefiro sempre fazer a não fazer, mesmo quando corre mal. Acho que se aprende muito a falhar, quase sempre mais do que quando temos sucesso – passando o cliché.
A sorte protege os audazes ou ter sorte dá muito trabalho?
Ambas. Sou grande fã da escola “50% of sucess is showing up” e acredito que a sorte se faz, mas também sei que se pode fazer tudo certo e o resultado ser mau. E o inverso também. Não podendo controlar tudo, acho que o melhor que podemos fazer é estar pronto para ter sorte e estar preparado para quando não a tens.
Se chegarem ao pé de si e lhe disserem: “tem aqui um milhão de euros. Organize um evento completamente ‘fora da caixa’ que ponha definitivamente Portugal no mapa dos grandes eventos mundiais de gastronomia.” O que é que lhe passaria pela cabeça organizar?
Felizmente tenho algumas ideias nessa “gaveta”, e, portanto, não as posso revelar (senão alguém as rouba e já não valem um milhão). Mas, enquanto essas não saem do forno, diria que continuava a investir no Chefs on Fire, que (sem falsa modéstia) é cada vez mais um forte candidato a ocupar esse espaço.
Acha que os chefes actuais, portugueses e estrangeiros, dedicam demasiado tempo a eventos e viagens prejudicando os seus restaurantes com estas ausências?
Por outro lado, a pergunta sugere que o restaurante é a unidade de medida principal do trabalho de um chefe – o que acho que é uma visão desactualizada do mercado da gastronomia. Restaurantes, eventos, programas, conferências, todas estas vertentes contribuem para o legado que cada chefe quer deixar e todas elas são importantes. Dito isto, acho que os chefes estão cada vez mais selectivos em relação aos eventos em que participam, e ainda bem, mas é inegável que os eventos e viagens contribuem de forma decisiva para a cultura, network e visão gastronómica de um chefe – não só porque os fazem interagir com formatos e pessoas diferentes do seu dia a dia, como muitas vezes os obrigam a usar técnicas (e escala) que simplesmente não é possível num restaurante.
Patrocínio:
Indique três restaurantes portugueses que ainda não conhece e que estão no topo das suas prioridades.
Muitas pessoas ficariam chocadas, mas a lista de restaurantes portugueses a que nunca fui simplesmente porque são fora do meu orçamento é enorme. Belcanto, Loco, 50 Seconds, etc etc. A essa lista de estrelados acrescentava os que não consegui ir ainda por distância – o Fago, o Ma e o Austa.
E três restaurantes noutros países?
Alchemist, Diverxo, Noma.
As agências e os departamentos de comunicação e marketing são hoje essenciais para o êxito de um restaurante ou o “boca-a-boca” é mais importante?
São essenciais em momentos diferentes – uma boa agência diz-nos que o restaurante existe, a boca-a-boca diz-nos se vale a pena lá ir. Na Lohad tentamos olhar para estes temas de forma integrada, como uma boa história, e olhar para cada momento e plataforma como um capitulo necessário na história que estamos a tentar contar. Dito isto, e porque a minha interação com os restaurantes e chefes é orientada para eventos, diria que uma boa agência (ou equipa) é essencial para garantir processos profissionais – quantos chefes não são convidados para os nossos eventos porque não respondem a emails e telefones ou porque não cumprem prazos. Ser chefe é uma profissão tremendamente exigente e ter uma equipa profissional à volta é sempre uma mais valia.
Cozinha portuguesa x cozinha internacional, tradição x modernidade, à la carte x menu degustação, sustentável x “estou-me nas tintas”, saudável x “quero lá saber” … Alguma destas oposições faz sentido para si quando escolhe um restaurante?
Não. Para mim comida é prazer e aquilo que me dá prazer hoje e amanhã pode ser diferente. Obviamente que tenho gostos estabelecidos – hoje em dia sou muito mais casual do que fine dining, por exemplo, e fujo a sete pés de um pairing de vinhos – mas sou muito eclético e gosto de deixar espaço para me surpreender.
Dito isto, quando estou a desenhar experiências para outras pessoas, tento fazê-lo de forma mais intencional, vincando mais os temas que acho que são mais importantes de dar palco ou fugindo daqueles em que acho que sinto que não vou saber acrescentar valor.
Qual a cozinha que gostaria que estivesse melhor representada em Portugal?
Mexicana – acho das gastronomias mais interessantes do mundo e só agora começo a sentir que em Portugal começamos a ter oferta mais interessante (do qual são exemplos o Izcalli e o Boca Linda, por exemplo).
E a pergunta da praxe: qual seria a sua última refeição se soubesse que o mundo acabaria amanhã?
Sopa de champanhe do Koschina.
Patrocínio:
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